Onde quer que você esteja, esteja lá por inteiro. Na teoria, um conselho simples. Na prática, um desafio monumental. Vivemos a era da presença fragmentada, onde o estresse e a depressão florescem no vácuo entre o que vivemos e o que pensamos.
Mas e se a saída para o caos mental começasse com um único suspiro consciente? Através da meditação, milhares de pessoas estão redescobrindo o prazer de habitar o próprio presente.
Centro de Meditação Kadampa
No Centro de Meditação Kadampa de Campinas, que também conta com uma filial em Americana, uma monja budista ajuda a desmistificar a prática milenar, mostrando como o silêncio e a concentração são antídotos poderosos contra a ansiedade moderna.
“Esse mundo de distrações, de telas, de celulares e mídias sociais faz com que a gente se afaste cada vez mais da nossa própria mente. Estamos sempre indo para fora, perdemos o controle da nossa mente e fica mais difícil encontrar um equilíbrio. A prática da meditação devolve esse controle para nós ou, para quem nunca o teve, dá esse controle pela primeira vez”, explica Gen Kelsang Janglam.
Estudo científico
A ciência brasileira também está na linha de frente dessa investigação. Um estudo realizado pela USP (Universidade de São Paulo), intitulado “Benefícios da meditação para a saúde mental de universitários: uma revisão sistemática”, trouxe evidências claras de que o silêncio é uma ferramenta terapêutica poderosa.
Ao analisar 19 estudos clínicos que envolveram mais de duas mil pessoas, os pesquisadores confirmaram: a meditação reduz significativamente os níveis de estresse, ansiedade e depressão.

Os números impressionam pela consistência. Em mais de 60% das pesquisas analisadas, o alívio do estresse foi o resultado mais evidente. A monja explica o poder de uma mente pacífica. “Quando a nossa mente fica pacífica por meio do treino em meditação, a gente aprende a acalmar nossos pensamentos e deixá-los equilibrados em um objeto virtuoso. Isso faz com que a paz mental — que não é a euforia e é, definitivamente, o oposto da raiva — surja. A paciência é uma virtude que todos sabemos em teoria, mas não sabemos sentir de verdade”, destaca Gen Kelsang Janglam.
Existem vários tipos de meditação e todos podem participar, independente de religião. A meditação budista, aplicada pelo Centro Kadampa, foca no chamado objeto virtuoso: o cultivo de pensamentos positivos e pacíficos.
“A meditação que eu pratico e ensino é uma meditação que faz com que a nossa mente aprenda a ficar fixada em algo virtuoso. Porque todos nós buscamos ser felizes, e a felicidade que a gente busca não pode ser encontrada fora da mente. Mas ninguém nos ensina isso na escola, nem nossos pais; nossos pais querem que a gente seja feliz, mas eles também não sabem como ser felizes”, diz a monja budista.
Sensação de felicidade
A busca por estabilidade muitas vezes vira uma armadilha: a ideia de que a felicidade só virá depois da próxima conquista. Mas para a monja, o excesso de expectativas sobre o que vem de fora pode gerar um ciclo sem fim de insatisfação.
“Porque nós, equivocadamente, acreditamos que a felicidade que buscamos está fora de nós. Aplicamos esforço e devotamos nossa vida a melhorar as condições exteriores em busca da felicidade: ‘quando eu tiver o emprego dos sonhos, o carro, o companheiro, aí eu vou ser feliz de verdade’. Nós sempre fazemos esse movimento para fora, mas essa felicidade não vem assim. Mesmo quando alcançamos aquilo que almejamos, temos a sensação de que não era o que imaginávamos. Sempre surge um problema que faz com que não consigamos desfrutar daquilo que conquistamos”, compartilha Gen Kelsang Janglam.
Desafios da atualidade
Manter o foco se tornou um desafio, especialmente quando as ferramentas de trabalho são as mesmas que nos distraem. A meditação surge, então, como uma forma de proteger a mente, mesmo diante de uma rotina hiperconectada.
“Mesmo que você precise trabalhar com redes sociais, como fazer? Você aprende a treinar sua mente. Porque, assim, mesmo exposto a imagens e sons, você consegue ficar dentro da sua mente, posicionado em virtude e, consequentemente, em felicidade”, conclui a monja budista.

Se você sentiu que é hora de fazer essa pausa, a filial de Americana do Centro de Meditação Kadampa está de portas abertas.
Serviço
- Local: Rua Ari Meireles, nº 124, sala 5, Centro.
- Programação de destaque:
– 30 de abril (19h30 às 21h): Palestra especial sobre meditação e budismo moderno com a presença da monja.
– 06, 13 e 20 de maio (19h30 às 21h): Ciclo de três aulas práticas sobre “Como Meditar” com professoras kadampas.
- Canais de atendimento:
– WhatsApp: (19) 3020-1807.
– E-mail: [email protected].





