segunda-feira, 31 agosto 2026
MEMÓRIA AUTOMOTIVA

Santa Bárbara d’Oeste relembra os 70 anos do lançamento do Romi-Isetta em série documental

Produção da TV TODODIA conta a história do primeiro carro de passeio fabricado em série no Brasil e terá cinco episódios
Por
Nicoly Maia

A TV TODODIA estreia nesta segunda-feira (31) uma série documental de cinco episódios sobre a história do Romi-Isetta, o primeiro carro de passeio produzido em série no Brasil e um dos principais marcos da indústria de Santa Bárbara d’Oeste. O primeiro episódio já está disponível.

Produzida ao longo do segundo semestre deste ano, a série será exibida de segunda a sexta-feira nos telejornais da TV TODODIA, às 7h30 e às 18h30. A produção pode ser acompanhada pela TV digital, no canal 14, pela Claro TV, no canal 8, e pelo YouTube. No sábado (5), data que marca os 70 anos do lançamento oficial do veículo, os cinco episódios serão disponibilizados na íntegra nos canais oficiais da TV TODODIA.

Os primeiros 16 exemplares do Romi-Isetta participaram de um desfile em São Paulo, em 1956. Foto: TV TODODIA

Um carro que marcou a história do Brasil
O documentário reconstitui a trajetória do Romi-Isetta a partir da perspectiva da terceira geração da família de Américo Emílio Romi, fundador da indústria que deu origem à produção do veículo. A série mostra o significado do carro para a família e destaca sua importância para o desenvolvimento social e econômico de Santa Bárbara d’Oeste.

Américo Emílio Romi iniciou as atividades da indústria em 1930, com uma oficina de reparos de automóveis em Santa Bárbara d’Oeste. Ao lado do enteado, Carlos Chiti, ele passou a trabalhar na ideia de produzir um automóvel nacional.

A partir desse projeto, a família trouxe da Itália um modelo Isetta e obteve autorização para iniciar a produção nacional do veículo.

Em 5 de setembro de 1956, um desfile em São Paulo apresentou os primeiros 16 exemplares do Romi-Isetta. O modelo se tornou um marco da indústria automobilística brasileira por ser o primeiro carro de passeio produzido em série no país. Na época, cerca de 72% das peças utilizadas no veículo eram fabricadas localmente.

Pintura retrata a família Romi, ligada à história da indústria e do Romi-Isetta. Foto: TV TODODIA

Família e legado de Américo Romi
Além da história do veículo, a série documental aborda a trajetória de Américo Emílio Romi, suas conquistas na indústria e sua atuação nas áreas social e educacional.

Um dos principais personagens da produção é Cláudio Romi Zanaga, neto de Américo Emílio Romi. Em entrevista realizada em seu ateliê de restauração de Romi-Isettas, em São Paulo, ele relembra características do veículo, apresenta sua coleção e mostra o primeiro Romi-Isetta que recebeu da família.

Foi com esse carro que Cláudio aprendeu a dirigir. Ao longo dos cinco episódios, ele participa como personagem principal e compartilha curiosidades, histórias e lembranças relacionadas ao veículo e à família Romi.

Clube de Romi-Isetta de Cláudio, em São Paulo, integra a história apresentada pela série. Foto: TV TODODIA

A equipe também entrevistou Adriana Romi, presidente do Conselho da Fundação Romi. Ela aborda o legado deixado por Américo Emílio Romi e a preocupação do empresário com a formação profissional. Américo criou uma escola voltada à capacitação de mão de obra, iniciativa que posteriormente deu origem à escola mantida pela Fundação Romi.

Outro entrevistado é Eugênio Chiti, filho de Carlos Chiti, enteado de Américo Emílio Romi. Ele apresenta detalhes históricos sobre o Romi-Isetta e conta parte da trajetória do pai na indústria e em Santa Bárbara d’Oeste.

O documentário também conta com a participação de Antonio Carlos Angolini, historiador que apresenta informações sobre o contexto histórico da época, as características do veículo e a criação do CEDOC (Centro de Documentação) da Fundação Romi, responsável pela preservação de documentos e registros históricos.

Também participa da série Octávio Luiz Wakabara, superintendente e representante legal da Fundação Romi. Ele fala sobre a importância do CEDOC para a preservação da história e das memórias de Santa Bárbara d’Oeste, especialmente dos registros relacionados ao período de desenvolvimento industrial da cidade.

Como curiosidade, o documentário apresenta ainda um personagem que produziu, com os filhos, um Romi-Isetta de fibra de vidro, em homenagem ao veículo que o pai, já falecido, teve.

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