No terceiro e último episódio da série especial sobre o Dia Mundial do Cachorro, celebrado nesta quarta-feira (26), a TV TODODIA mostra a rotina da Guarda Municipal de Americana. No Canil da Gama, os cães são treinados para atuar ao lado dos agentes em diferentes tipos de ocorrência.
Um dos fundadores do Canil da Gama, o inspetor Azanha, explica que o olfato é uma das principais habilidades usadas pelos animais durante o trabalho. Segundo ele, enquanto o ser humano possui cerca de 5 milhões de células olfativas, algumas raças de cães podem chegar a 200 milhões ou 250 milhões.
Essa capacidade permite que os animais sejam empregados em buscas por entorpecentes, pessoas desaparecidas e pessoas em situação de óbito em áreas desconhecidas. A audição dos cães também é superior à humana e contribui para o trabalho operacional.
Treinamento começa ainda na fase de filhote
Para chegarem preparados às ruas, o trabalho começa quando o cão ainda é filhote. Os animais passam por socialização e desenvolvem confiança no adestrador. A partir dessa etapa, o treinamento os prepara para diferentes situações, incluindo ações de segurança e operações durante grandes eventos.
Segundo Azanha, em eventos esportivos, por exemplo, os animais podem auxiliar os agentes em situações de distúrbio civil, como confrontos entre torcidas. O inspetor destaca ainda que os cães são treinados para agir somente mediante o comando do agente. “Se o guarda não der o comando para ele atacar, ele não vai atacar. Então, é um cão totalmente controlado e está ali para garantir a segurança de todos”, explica.

Cães auxiliam em buscas e capturas
Em Americana, um dos exemplos da atuação do Canil da Gama é o cão Batman, que ajudou na captura de um suspeito em uma área de mata. Para Azanha, os animais são indispensáveis para a segurança pública porque conseguem identificar situações que podem ser difíceis de localizar pelos agentes. “Porque o que o ser humano não consegue captar ou, às vezes, localizar, como no caso do entorpecente, até mesmo pessoas em situação que estão desaparecidas”, afirma.
O inspetor também destaca a importância dos cães nas buscas por pessoas desaparecidas, principalmente quando o tempo pode ser determinante para encontrar a vítima. “Então, hoje a segurança pública não vive mais sem o apoio dos cães”, afirma.
Aposentadoria após anos de trabalho
Depois de cerca de oito anos de atuação, os cães chegam à aposentadoria. Mesmo fora das operações, porém, a relação construída ao longo dos anos de trabalho pode continuar. O inspetor Azanha é responsável atualmente pelo Draco, um dos cães que já deixou as atividades operacionais. “Após os 8 anos de trabalho, ele é aposentado. E aí, o procedimento é o seguinte. Ele tem a possibilidade do adestrador dele ficar com o animal”, explica.
Caso o adestrador não possa ficar com o cão, a opção é oferecida a outros integrantes da equipe do Canil da Gama. Se não houver interesse, a adoção pode ser aberta aos demais guardas municipais e, posteriormente, à população. No caso do Draco, a parceria construída durante os anos de serviço continuou depois da aposentadoria.
A história dos cães da Guarda Municipal vai além das ocorrências e dos treinamentos. Durante anos, eles dividem a rotina com os agentes e ajudam na proteção da população. Quando chega a aposentadoria, o trabalho termina, mas o vínculo permanece. Uma parceria que continua, agora longe das ruas e dentro de um novo lar.





