
O atleta Ryan Victor de Jesus Cardoso, de 15 anos, conquistou a medalha de prata no Campeonato Brasileiro de Jiu-Jítsu, realizado no Ginásio José Corrêa, em Barueri. A competição reuniu mais de 8 mil atletas e integra o circuito mais importante da modalidade no mundo.
Representando Cosmópolis, o jovem competiu na categoria juvenil pesadíssimo faixa branca e chamou atenção pelo desempenho em um evento de alto nível técnico e grande visibilidade.
A trajetória no esporte começou sem experiência prévia. Segundo o professor Anderson Caverna, Ryan encontrou no jiu-jítsu um ambiente acolhedor e evoluiu de forma gradual, com dedicação aos treinos e participação em competições. “Ele começou praticamente do zero aqui. Aos poucos foi mostrando evolução, até chegar no Brasileiro”, afirmou.
O torneio, que teve dez dias de disputas, é um dos principais do calendário internacional e costuma reunir atletas de diferentes níveis, com destaque para as categorias mais avançadas no fim de semana decisivo.
Superação dentro e fora do tatame
Mais do que o resultado, Ryan destaca o processo vivido durante a competição. Para ele, o principal desafio foi o controle emocional durante as lutas. “O maior desafio foi eu mesmo. A luta também é contra a gente”, disse.
Diagnosticado com autismo, o atleta ressalta que o jiu-jítsu teve impacto direto no seu desenvolvimento pessoal, ajudando na rotina, nas relações e na disciplina. “Ajudou muito na minha vida, na escola, em casa. É algo que eu levo pra vida”, contou.
Evolução e próximos passos
De acordo com o professor, além da força física acima da média para a idade, Ryan vem evoluindo tecnicamente e ganhando confiança a cada competição.
A medalha de prata, segundo a equipe, representa um marco importante na trajetória do atleta e reforça o potencial esportivo da região. “Essa medalha tem gosto de ouro pra gente”, destacou Anderson.
Com o resultado, Ryan já projeta novos desafios e sonha em competir fora do Brasil, levando o nome de Cosmópolis para outros países. “Tentar lutar fora e carregar o nome da cidade”, afirmou.
A conquista evidencia não só o talento do jovem atleta, mas também o papel do esporte como ferramenta de desenvolvimento e inclusão.





