segunda-feira, 17 agosto 2026

Condenado, Robinho vê a aposentadoria mais perto

Questionado, disse não saber se seria possível retomar a carreira no exterior, em um país sem acordo de extradição com a Itália e sem correr o risco de ser preso. 

© Reuters/Tony Gentile

A última instância da Justiça italiana confirmou a condenação de Robinho a nove anos de prisão por estupro, em caso ocorrido em 2013, em Milão. O atleta está no Brasil, que não extradita brasileiros natos, e é pouco provável que a pena seja transferida entre países, o que não altera uma realidade: dar sequência à carreira no futebol ficou difícil.

O atacante considera agora seu futuro no futebol. Aos 37 anos, carregava a expectativa de que poderia voltar a jogar no Santos em caso de absolvição. Ele não se interessou pelas sondagens que recebeu de equipes brasileiras, uma delas da Série B do Campeonato Brasileiro. Sua avaliação era a de que não poderia fazer nada antes da decisão final.

Questionado, disse não saber se seria possível retomar a carreira no exterior, em um país sem acordo de extradição com a Itália e sem correr o risco de ser preso. Aos interlocutores, não pareceu com muita vontade de sair do Brasil mais uma vez. Ele já atuou na Espanha, na Inglaterra, na Itália, na China e na Turquia.

O caso do estupro se deu quando ele defendia o Milan. Segundo a investigação Robinho tem uma versão dos eventos. Ele afirma que outras pessoas que estavam na boate fizeram sexo com a mulher, mas ele, não.

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