quinta-feira, 23 julho 2026
DECISÃO DA JUSTIÇA

Presidente do Rio Branco contesta dívida de IPTU e confirma recurso contra penhora do estádio Décio Vitta

Claudio Bonaldo afirma que o clube tem direito à isenção do imposto
Por
João Victor Viana
Foto: Prefeitura de Americana

O presidente do Rio Branco Esporte Clube, Claudio Bonaldo, afirmou que o clube vai recorrer da decisão judicial que determinou a penhora do estádio Décio Vitta por uma dívida de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Segundo ele, a diretoria entende que o Tigre tem direito à isenção do imposto e fará a defesa nos processos.

A penhora do estádio foi determinada pela Justiça na última sexta-feira (17), em razão de um débito de R$ 108,6 mil referente ao IPTU de 2023. Com a decisão, o imóvel poderá ser levado a leilão caso a dívida não seja quitada. A informação foi publicada pelo g1.

Em resposta à reportagem da TV TODODIA, Bonaldo, que também é advogado, confirmou que já tinha conhecimento da decisão e afirmou que o clube buscará reverter a situação. “O clube tem direito à isenção, mas infelizmente a Prefeitura negou. Sendo assim, vamos nos defender nos processos”, declarou o presidente.

Esta é a segunda vez, em 2026, que um patrimônio do Rio Branco é alvo de penhora por dívidas de IPTU. Em abril, a Justiça também determinou a penhora da Sede Náutica do clube.

Penhoras se acumulam
De acordo com as guias de dívida ativa da Prefeitura de Americana, o Rio Branco acumula outros débitos relacionados ao IPTU do estádio, alguns deles já resultando em novas penhoras. As cobranças referentes ao Décio Vitta têm origem em 2021. Já as dívidas da Sede Náutica são ainda mais antigas, com registros desde 2011.

Em entrevista à TV TODODIA, em maio, o presidente Claudio Bonaldo confirmou as penhoras do estádio e da Sede Náutica. Segundo ele, o clube solicitou, ano a ano, a isenção do IPTU na condição de clube associativo, mas todos os pedidos foram negados. Com isso, a dívida total já ultrapassa R$ 800 mil.

A Prefeitura de Americana também foi procurada pela reportagem, mas informou que, por se tratar de uma questão jurídica, não irá se manifestar sobre o caso.

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