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“Tecnicamente, sim. No contrato, há essa saída”, afirmou, antes de dizer que o plano agora não é esse. “Está longe da minha cabeça e do meu pensamento desistir do projeto. No momento, estamos no processo de análise do clube: entender o tamanho do buraco, da dívida, entender os credores, enfim, muita coisa por entender ainda. Meu desejo é continuar.”
“Nós encontramos um cenário realmente trágico no clube, mas temos que estancar o sangramento”, continuou.
Ronaldo afirmou que a primeira prioridade de sua gestão é o retorno à Série A do Campeonato Brasileiro. Segundo ele, o clube vive um momento de “ações impopulares, mas necessárias”, e levará ao menos um ano para começar a equilibrar as contas.
O ex-jogador afirmou que várias receitas dos próximos dois anos, como acordos de televisão, já foram antecipadas. E é justamente nos próximos dois anos que o clube precisa pagar R$ 140 milhões que deve a outros times. Essas dívidas têm pequena margem para negociação e, se não pagas, tornam a equipe impedida pela Fifa de fazer novas contratações. “Diria que o Cruzeiro é um paciente em estado grave, na UTI, e nós estamos oferecendo o tratamento”, disse.
Ronaldo anunciou a compra do Cruzeiro, clube que o revelou para o futebol, no dia 18 de dezembro do ano passado.





