Federação de futebol russa recorre contra a decisão da Fifa e da Uefa de excluir seleção de competições
Em comunicado, a FRF declarou que a Fifa e Uefa “não tinham base legal” para a decisão e violaram os “direitos fundamentais da federação russa”.
“A decisão de retirar a seleção da classificação para a Copa do Mundo de 2022 foi tomada sob pressão de rivais diretos na repescagem, o que violou o princípio do esporte e as regras do fair play”, escreve a federação, se referindo à Polônia, à Suécia e à República Tcheca, que estariam na disputa com a Rússia por uma vaga na Copa do Mundo do Qatar. As três seleções declaram que não enfrentariam a Rússia nas Eliminatória para o Mundial.
‘Futebol não existe’, diz ídolo
Considerado o melhor jogador da história do futebol da Ucrânia desde que o país se separou da extinta União Soviética (em 1991), Andriy Shevchenko tem passado dias de aflição a partir da eclosão da guerra em seu país. Com residência na Inglaterra, afirma que a invasão russa o fez se desligar completamente do futebol.
“O futebol não existe mais para mim. Não penso nisso, não é hora para isso. Não estou vendo nenhum esporte, nada. Todo o meu foco, quando acordo, é em pensar em como ajudar meu país, o que posso fazer. Esse é o meu campo, a minha concentração, agora.”
O ex-atacante, maior artilheiro da seleção ucraniana (48 gols), comandou a Ucrânia na Eurocopa de 2020 e dirigiu o Genoa até a metade de janeiro deste ano.
Clube português acolhe refugiados
Dos quatro principais clubes do futebol português, o Braga anunciou nesta quinta-feira (3) que está disponível para receber, abrigar e também dar emprego para os refugiados da guerra na Ucrânia. Em um comunicado de sete parágrafos, em que exaltam “estar do lado certo da história”, os minhotos reforçaram de antemão que a sua atividade diária não se resume ao futebol. Consideram que são uma instituição “referência nacional e internacional e que sempre manteve bem presente o seu papel enquanto dínamo de responsabilidade social”.
“O mundo atravessa um dos períodos mais sombrios da sua história recente. A guerra que assola o território europeu está a milhares de quilómetros de distância de Portugal, mas as imagens de desespero do povo ucraniano estão bem vivas no nosso dia a dia e trespassam-nos o coração. Este vil ataque perpetuado pela Rússia de Vladimir Putin não deixa indiferentes todos aqueles que cresceram na liberdade e que acreditam nos valores da democracia. É neste contexto em que a solidariedade e a união terão de prevalecer sobre a frieza dos ataques aéreos que o Braga se propõe a prestar auxílio a todos aqueles que fogem da barbárie da guerra”.
O Braga tem sete brasileiros no elenco principal.




