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Casal de oficiais do Exército é suspeito de furtar munições

Capitão e tenente são presos acusados de roubo de balas de fuzil do 28º Batalhão da Infantaria de Campinas

Um casal de oficiais do Exército Brasileiro – ele capitão, de 34 anos, ela tenente, de 30 anos, ambos lotados no 28º BIL (Batalhão de Infantaria Leve) de Campinas – está preso em uma Unidade Carcerária do Exército, sob suspeita de furto de munições.

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A informação é de que no sábado (18), em Atibaia, após uma denúncia anônima, policiais militares rodoviários abordaram o casal, que voltava do Rio de Janeiro com destino a Campinas, na Rodovia Dom Pedro I (SP-065).

Durante uma busca no veículo, um Citroën C3, a equipe da PMRv (Polícia Militar Rodoviária) encontrou uma bolsa com 28 caixas de munição de fuzil, calibre 5.56, totalizando 1.397 cartuchos marca CBC, pertencentes ao Exército.

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O carro era conduzido pelo capitão e na bolsa da tenente havia R$ 3.620,00 em dinheiro.

Questionados no local da prisão sobre a procedência das munições e do dinheiro, a tenente optou por manter-se em silêncio, enquanto o capitão apresentou algumas justificativas, que estão sob investigação (e não foram divulgadas).

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O casal foi encaminhado para a Delegacia de Atibaia e ouvido por oficiais das Forças Armadas.

Segundo foi apurado, em razão da atividade profissional, o capitão teria livre acesso às munições, que são de uso reservado ao Exército.

Ele é acusado de peculato, pois teria furtado as munições do paiol do 28º BIL, em Campinas, e as levado ao Rio de Janeiro.

O casal foi autuado em flagrante por porte ilegal de munições de uso restrito, crime previsto no artigo 16 da Lei 10.826/03.

O capitão tentou justificar o ato, admitindo que retirou as munições para supostamente ministrar um curso. Alegou que as devolveria depois ao quartel.

Informações de fontes do Exército dão conta que o furto da munição foi notado ainda na sexta-feira (17) e que houve contato com o capitão, que alegou que devolveria o material bélico.

Além das quase 1.400 munições de calibre 5.56, fontes do Exército disseram que houve o furto de 460 munições de fuzil 7.62, as quais não foram localizadas.

A suspeita é que elas tenham sido comercializadas no mercado ilegal do Rio, onde cada munição custaria em média R$ 10,00.

Em nota, a Seção de Comunicação Social do Comando Militar do Sudeste confirmou as prisões. “Dois oficiais do Exército foram presos em flagrante pela Polícia Militar Rodoviária do Estado de São Paulo no dia 18 de maio, por volta das 21h, em Atibaia (SP), por transporte irregular de munições. Após formalidades legais, os oficiais foram transferidos para unidade carcerária do Exército, onde permanecerão presos à disposição da justiça. Procedimentos administrativos já foram instaurados para apuração dos fatos. Cabe ressaltar que o Exército Brasileiro não compactua com qualquer tipo de conduta ilícita por parte de seus integrantes, repudiando veementemente atitudes e comportamentos em conflito com a lei, com os valores militares ou com a ética castrense”.

 

 

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