
Por Leco Soares, vereador de Americana e candidato a deputado federal*
Essa semana eu abri as portas do meu comitê aqui em Americana, e o que mais me tocou não foi o espaço em si, foi quem apareceu por ele.
Vizinho que conheço desde criança, mãe que já sentei na sala de casa para ouvir, gente que nunca tinha ido a um evento de política antes. Ninguém foi lá atrás de promessa bonita. Foram porque acreditam que dá para fazer diferente e queriam ver isso de perto antes de apostar o voto.
E preciso ser sincero sobre uma coisa: eu não estaria em pé naquele salão sozinho. Tem um time muito bom trabalhando comigo, em cada decisão, em cada projeto, em cada visita que eu faço.
Gente que organiza, que pesquisa, que segura a rotina para que eu consiga estar presente onde precisa. Quando alguém me elogia por algum resultado, esse elogio é também desse time, não só meu.
Isso me fez pensar numa coisa que eu acho a mais importante nessa eleição: o que muda quando quem representa a cidade em Brasília é realmente daqui, com um time que também é daqui?
A resposta é simples para mim. Eu sei o nome de cada bairro de Americana porque andei por eles. Sei qual posto de saúde tem fila maior, qual escola precisa de ajuda, porque conversei com quem vive isso todo dia, não porque li isso em algum papel.
E quando o assunto é minha causa, autismo, mãe atípica, doença rara, isso fica ainda mais claro.
Eu sei quantas famílias em Americana esperam vaga de atendimento especializado porque atendi cada uma delas, uma por uma. Sei o peso que uma mãe atípica carrega sozinha porque já vi isso de perto, várias vezes, em conversa que nenhum número consegue mostrar direito.
Deputado de fora até pode estudar esses números depois que se elege. Deputado daqui já chega sabendo, porque já viveu isso.
Mas talvez o mais importante nessa escolha nem seja morar perto. Seja o caráter de quem pede seu voto.
Tem candidato que promete de manhã e esquece à tarde. Eu aprendi, ainda jovem, que palavra dada é compromisso, não é só um jeito bonito de falar em campanha.
Se eu falo que vou visitar, eu visito. Se eu falo que vou lutar por uma causa, eu luto até resolver, ou até tentar de todo jeito possível.
Como vereador, eu sinto na prática o tamanho desse limite. Muita decisão importante para Americana não passa pela minha mão, passa por dinheiro do governo federal, por lei que vale para o Brasil inteiro, por prioridade decidida longe daqui.
É difícil trabalhar duro e esbarrar num limite que não depende só de mim.
Como deputado federal, é exatamente isso que eu quero: ter mais força para colocar dinheiro de verdade nessa causa da inclusão, sem precisar implorar, sem precisar torcer para outra pessoa decidir no meu lugar.
Foi assim que eu construí minha vida pública: primeiro ajudando gente em situação de rua a reconstruir a própria vida, depois levando esse mesmo cuidado para o mandato de vereador, trazendo o Centro de Referência do Autismo para Americana, aprovando leis de inclusão, avançando a moradia assistida para adultos autistas.
Nenhuma dessas conquistas nasceu de promessa de campanha. Nasceram de gente confiando em mim antes de qualquer eleição, e eu tentando merecer essa confiança com trabalho de verdade, ao lado de um time que acredita nisso tanto quanto eu.
Foi exatamente essa energia que eu senti na abertura do comitê essa semana. Salão cheio de gente que já viu, na prática, que quando eu falo em cuidar, não é só uma frase bonita.
É um compromisso que eu carrego desde muito antes de pensar em ser candidato a qualquer cargo.
Quero levar Americana comigo para Brasília, não como discurso de campanha, mas como guia de cada decisão que eu for tomar lá.
Cada projeto que eu apresentar vai ter o rosto de alguém que eu conheço daqui. Cada luta pela causa do autismo, da mãe atípica, da doença rara, vai ter nome e endereço de verdade na minha cabeça, não só número frio.
Ser daqui não é só currículo bonito. É garantia de que a cidade nunca vai virar só um número no meu mandato.
Cuidar também é incluir. E incluir Americana em Brasília começa mandando para lá alguém que nunca deixou de pertencer aqui, e que não vai fazer essa caminhada sozinho.





