sábado, 5 setembro 2026
CLANDESTINO

‘Cemitério’ do ‘tribunal do crime’: bandido morre em troca de tiros com a PM, que encontra corpos e covas na região

Policial também foi baleado durante o confronto em Monte Mor, mas disparo foi absorvido pelo colete; entre os mortos, está um homem que havia sido sequestrado
Por
Airan Prada e Vagner Salustiano
Suspeito morto carregava fuzil e pistola; um dos corpos estava em cova rasa localizada na área verde. Fotos: Polícia Militar de SP

Uma troca de tiros entre a PM (Polícia Militar) e criminosos terminou com um homem morto e levou à descoberta de outros dois corpos e de covas em uma área de mata na Estrada Rio Acima, em Monte Mor, na madrugada de sábado (05).

A suspeita é de que o local fosse utilizado como um “cemitério clandestino” do “tribunal do crime”.

Segundo a PM, as equipes receberam informações de que quatro homens armados haviam sequestrado uma vítima e a colocado no porta-malas de um carro vermelho.

Durante o patrulhamento pela cidade, os policiais localizaram um veículo com as mesmas características em meio à mata, e decidiram abordá-lo.

Tenente é atingido durante confronto
Na averiguação, segundo a corporação, os policiais foram recebidos a tiros disparados a partir da mata. Dois atingiram a viatura e um deles acertou um tenente da Polícia Militar na região abdominal. O impacto foi absorvido pelo colete balístico e não provocou ferimentos graves.

A PM informou que os policiais reagiram aos disparos. Um dos criminosos foi baleado e morreu no local. Com ele, foram encontrados um fuzil e um revólver.

Vítima sequestrada é encontrada morta
Nas proximidades, os policiais localizaram o homem que havia sido sequestrado. Ele estava morto, com as mãos e os pés amarrados. A suspeita é de que tenha sido executado em uma ação relacionada ao chamado “tribunal do crime”.

As buscas pela área levaram à descoberta de um terceiro corpo, enterrado em uma cova e já em avançado estado de decomposição.

No mesmo ponto, os policiais militares encontraram ainda uma cova parcialmente escavada e outras estruturas semelhantes, o que levantou a hipótese de que a área fosse utilizada para ocultar cadáveres.

O local foi preservado para os trabalhos da perícia por parte da Polícia Científica. A PC (Polícia Civil) ficará responsável pela investigação do caso.

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