terça-feira, 26 maio 2026
QUATRO MULHERES FORAM ALVO

Funcionárias de concessionária denunciam mensagens anônimas e caso é investigado como violência psicológica em Americana

As vítimas trabalham em uma concessionária de veículos localizada na Avenida Nossa Senhora de Fátima
Por
Nicoly Maia
A vítima acredita que o autor das mensagens possa ser alguém ligado à empresa. Foto: Reprodução

Quatro funcionárias de uma concessionária de veículos localizada na Avenida Nossa Senhora de Fátima, em Americana, relataram serem vítimas de violência psicológica após receberem mensagens enviadas por um número desconhecido.

Segundo o boletim de ocorrência, uma das vítimas compareceu à delegacia para registrar a denúncia. Ela informou que o primeiro contato do número desconhecido ocorreu em setembro do ano passado e que, após as mensagens, realizou o bloqueio do contato.

A mulher relatou ainda que, dias depois, foi procurada por outra funcionária da empresa, que mostrou ter recebido mensagens do mesmo número. O teor das mensagens não foi relatado no boletim de ocorrência.

De acordo com a vítima, após um período sem contato, o número voltou a enviar mensagens neste ano, a partir de abril. Inicialmente, os envios teriam sido direcionados a uma funcionária recém-contratada.

Na sequência, outras colaboradoras também passaram a receber mensagens semelhantes, incluindo funcionárias que já haviam comentado sobre o caso anteriormente.

As vítimas fizeram uma relação com os números utilizados nos contatos e constataram que o mesmo contato enviava mensagens para mais de uma pessoa.

Suspeita é de alguém ligado à empresa
Ainda conforme o boletim de ocorrência, todas as informações, incluindo capturas de tela e os números envolvidos, foram apresentadas ao gerente da concessionária.

A vítima acredita que o autor das mensagens possa ser alguém ligado à empresa, já que as funcionárias atingidas fazem parte do mesmo ambiente de trabalho. Há também a suspeita de que o responsável participe do grupo de WhatsApp corporativo, o que possibilitaria o acesso aos números de telefone das vítimas.

A mulher que registrou a ocorrência prestou depoimento no plantão policial. As demais vítimas não estavam presentes no momento do registro e deverão comparecer ao Distrito Policial para prestar declarações.

A polícia orientou a vítima a gravar a tela do celular ao receber mensagens de visualização única, para auxiliar na investigação. Os materiais apresentados, como capturas de tela, números de telefone e o conteúdo das mensagens, foram anexados ao boletim de ocorrência.

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