Um homem de 49 anos foi preso nesta terça-feira (3) em Campinas suspeito de armazenar e vender medicamentos controlados sem receita médica. A ação foi realizada por policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) no bairro Parque Via Norte.
Durante a operação, os agentes apreenderam 175 caixas de remédios, entre emagrecedores, ansiolíticos, antidepressivos, anticonvulsionantes e antibióticos, todos de venda controlada e que exigem prescrição médica.

Investigação começou com outro inquérito
Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após a análise de um celular apreendido em outro inquérito policial. O aparelho pertencia a uma mulher investigada por se passar por advogada.
O delegado Luiz Fernando Oliveira explicou que as conversas encontradas no aparelho indicaram a venda clandestina de medicamentos. “Durante as investigações nós apreendemos o aparelho celular dessa investigada e foi na análise desse celular, com autorização judicial, que identificamos conversas que ela mantinha com esse alvo de hoje. Ela era uma das clientes que encomendava medicamentos com ele clandestinamente, sem receita e sem prescrição médica”, afirmou.
A partir dessas mensagens, os investigadores passaram a monitorar o suspeito e solicitaram à Justiça um mandado de busca e apreensão para o endereço dele.
Tentativa de descarte dos medicamentos
Durante o cumprimento da ordem judicial, os policiais encontraram uma grande quantidade de medicamentos armazenados na residência. Segundo a investigação, ao perceber a chegada das equipes, o suspeito tentou descartar os remédios no quintal da casa.
“As imagens mostram os medicamentos espalhados no quintal da casa, porque com a chegada da polícia ele tentou dispensar tudo aquilo. Ou seja, ele demonstrava que todo aquele material era armazenado de maneira clandestina e ilícita. Foi encontrada uma vasta quantidade de medicamentos, desde substâncias emagrecedoras, antibióticos, anticonvulsivos, antidepressivos e ansiolíticos, todos que exigem prescrição médica para comercialização”, disse o delegado.
Venda pela internet e novas apurações
De acordo com a polícia, as negociações aconteciam há pelo menos três anos. Conversas encontradas pela investigação indicam tratativas para venda de medicamentos desde fevereiro de 2023.
A comercialização era realizada principalmente pela internet e sem qualquer controle farmacêutico. O celular do suspeito também foi apreendido e passará por perícia, mediante autorização judicial, para identificar fornecedores e outros compradores.
“O fato é que ele é sócio de uma empresa do ramo de cosméticos e possivelmente se utilizava dessa empresa para conseguir o fornecimento de medicamentos de grandes distribuidoras. Agora os próximos passos da investigação são analisar o celular e os documentos apreendidos para identificar quem eram os fornecedores e para quem mais ele comercializava”, afirmou o delegado.
O homem foi autuado em flagrante por crime contra a saúde pública, por armazenar e comercializar medicamentos controlados sem prescrição médica.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para apurar a origem dos medicamentos e verificar se outras pessoas participavam do esquema. Os investigadores não descartam a possibilidade de outros crimes, como receptação, participação em organização criminosa e até lavagem de dinheiro, dependendo do avanço das apurações.
*Atualizado às 18h18.





