
Um adolescente de 16 anos foi apreendido na noite de quarta-feira (4) após uma perseguição que terminou na SP-330 (Rodovia Anhanguera), em Americana. Segundo a Guarda Municipal de Americana (Gama), o jovem conduzia um veículo furtado, desobedeceu às ordens de parada e colocou em risco motoristas que trafegavam pela rodovia.
De acordo com o boletim de ocorrência, a ação começou após o sistema de monitoramento Centry identificar a circulação de um automóvel com registro de furto na Avenida Nicolau João Abdalla.
Perseguição mobilizou equipes
Após receberem o alerta, equipes da Gama iniciaram buscas e localizaram o veículo seguindo em direção à Rodovia Anhanguera.
Quando os agentes tentaram realizar a abordagem, o condutor ignorou as determinações de parada e fugiu. Durante o acompanhamento, ele conseguiu ultrapassar bloqueios montados por viaturas de apoio e acessou a rodovia no sentido Capital.
Segundo o registro policial, o adolescente dirigia de forma perigosa, colocando em risco a própria integridade física, a dos agentes envolvidos na ocorrência e a de outros motoristas que utilizavam a via.
Veículo foi interceptado após disparos
Diante da continuidade da fuga, os guardas municipais efetuaram disparos com o objetivo de atingir os pneus do veículo.
Um dos tiros atingiu o pneu dianteiro e outro acertou a lateral esquerda do automóvel, próximo ao pneu traseiro. Com isso, o carro foi interceptado e a abordagem pôde ser realizada.
Durante a fiscalização, os agentes constataram que o motorista era um adolescente de 16 anos.
Atos infracionais foram registrados
O menor foi encaminhado à delegacia acompanhado do pai para prestar esclarecimentos.
A Polícia Civil registrou ato infracional análogo aos crimes de furto de veículo, resistência e condução de veículo sem habilitação. A perícia foi acionada para analisar o local da interceptação e o automóvel recuperado.
Adolescente foi liberado ao responsável
O delegado Edson Antonio dos Santos destacou no boletim de ocorrência que os disparos efetuados pelos guardas municipais ocorreram, em tese, em legítima defesa própria e de terceiros, diante do risco provocado pela fuga.
Após os procedimentos, o adolescente foi liberado ao pai mediante compromisso de comparecimento à Vara da Infância e Juventude para acompanhamento do caso.




