
Após quase 15 anos do crime, a Justiça absolveu uma comerciante acusada de matar uma idosa de 73 anos e tentar assassinar outras duas mulheres durante uma briga em uma lanchonete de Hortolândia.
O julgamento aconteceu na quinta-feira (28), no Fórum de Hortolândia, e terminou após horas de debates entre acusação e defesa. Ao final da votação, os jurados decidiram pela absolvição da ré.
O caso ocorreu em agosto de 2011, em uma lanchonete no bairro Parque dos Pinheiros.
Segundo a denúncia do Ministério Público, a confusão começou após uma discussão motivada por desavenças antigas e ciúmes. A acusação sustentava que a mulher teria ido até um carro, pegado um canivete e retornado ao estabelecimento, onde atingiu três vítimas.
A comerciante Olinda Strumendo Gozzi, de 73 anos, morreu ainda no local após ser ferida no pescoço. As outras duas mulheres sobreviveram.
Defesa sustentou legítima defesa
Durante o julgamento, a defesa argumentou que a acusada agiu em legítima defesa após sofrer ameaças e agressões.
O advogado Rafael Lopes Carvalho, que representou a ré, afirmou que a versão apresentada pela defesa foi acolhida pelos jurados após análise das provas e dos depoimentos reunidos ao longo do processo.
Segundo ele, houve reconhecimento de que a briga ocorreu em um contexto de conflito entre as envolvidas.
Já o advogado Nelson Ventura Candello, que também participou da defesa, destacou que a ré manteve o mesmo posicionamento desde o início das investigações até o julgamento realizado nesta semana.
Ré confessou golpes durante o processo
Durante o andamento do processo, a ré confessou ter golpeado as vítimas, mas afirmou que reagiu após ser ameaçada e agredida pelas mulheres envolvidas na discussão.
Na decisão que levou o caso ao Tribunal do Júri, a Justiça havia mantido as qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa das vítimas.
Mesmo assim, a decisão final ficou nas mãos do Conselho de Sentença, responsável por definir pela condenação ou absolvição da acusada.
Defesa comemora decisão dos jurados
Após o resultado, os advogados de defesa comemoraram a absolvição.
Rafael Lopes Carvalho afirmou que o julgamento permitiu apresentar aos jurados todos os elementos reunidos pela defesa ao longo do processo, o que, segundo ele, contribuiu para o resultado obtido no plenário.
O Ministério Público ainda poderá avaliar possíveis medidas cabíveis após a decisão do júri.





