sábado, 30 maio 2026
JUSTIÇA

Júri absolve mulher acusada de morte em lanchonete em Hortolândia

Caso ocorreu em agosto de 2011, em uma lanchonete no bairro Parque dos Pinheiros
Por
Cristiani Azanha
Julgamento popular ocorreu no Fórum de Hortolândia. Foto: Vagner Salustiano/TV TODODIA

Após quase 15 anos do crime, a Justiça absolveu uma comerciante acusada de matar uma idosa de 73 anos e tentar assassinar outras duas mulheres durante uma briga em uma lanchonete de Hortolândia.

O julgamento aconteceu na quinta-feira (28), no Fórum de Hortolândia, e terminou após horas de debates entre acusação e defesa. Ao final da votação, os jurados decidiram pela absolvição da ré.

O caso ocorreu em agosto de 2011, em uma lanchonete no bairro Parque dos Pinheiros.

Segundo a denúncia do Ministério Público, a confusão começou após uma discussão motivada por desavenças antigas e ciúmes. A acusação sustentava que a mulher teria ido até um carro, pegado um canivete e retornado ao estabelecimento, onde atingiu três vítimas.

A comerciante Olinda Strumendo Gozzi, de 73 anos, morreu ainda no local após ser ferida no pescoço. As outras duas mulheres sobreviveram.

Defesa sustentou legítima defesa
Durante o julgamento, a defesa argumentou que a acusada agiu em legítima defesa após sofrer ameaças e agressões.

O advogado Rafael Lopes Carvalho, que representou a ré, afirmou que a versão apresentada pela defesa foi acolhida pelos jurados após análise das provas e dos depoimentos reunidos ao longo do processo.

Segundo ele, houve reconhecimento de que a briga ocorreu em um contexto de conflito entre as envolvidas.

Já o advogado Nelson Ventura Candello, que também participou da defesa, destacou que a ré manteve o mesmo posicionamento desde o início das investigações até o julgamento realizado nesta semana.

Ré confessou golpes durante o processo
Durante o andamento do processo, a ré confessou ter golpeado as vítimas, mas afirmou que reagiu após ser ameaçada e agredida pelas mulheres envolvidas na discussão.

Na decisão que levou o caso ao Tribunal do Júri, a Justiça havia mantido as qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Mesmo assim, a decisão final ficou nas mãos do Conselho de Sentença, responsável por definir pela condenação ou absolvição da acusada.

Defesa comemora decisão dos jurados
Após o resultado, os advogados de defesa comemoraram a absolvição.

Rafael Lopes Carvalho afirmou que o julgamento permitiu apresentar aos jurados todos os elementos reunidos pela defesa ao longo do processo, o que, segundo ele, contribuiu para o resultado obtido no plenário.

O Ministério Público ainda poderá avaliar possíveis medidas cabíveis após a decisão do júri.

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