A Polícia Militar prendeu na noite desta segunda-feira (22), o terceiro suspeito de envolvimento na morte de Lismar Santos de Jesus, em Piracicaba. A captura aconteceu em uma casa de acolhimento no bairro Godinhos. A ação foi realizada por equipes da 4ª Companhia do 10º Bpmi (Batalhão de Polícia Militar do Interior), após denúncias que indicaram o paradeiro do investigado. O capitão Luiz Gustavo Marchezine detalhou a ocorrência em entrevista à TV TODODIA.
O caso teve início na manhã de domingo (21), quando policiais foram acionados para atender uma ocorrência de encontro de cadáver em uma área de lazer no bairro Cecap. De acordo com o capitão Marchezine, a vítima foi encontrada com sinais de estrangulamento, o que levantou a suspeita imediata de homicídio.

Diligências e primeiras prisões
“Chegando lá, depararam com uma vítima com sinais de estrangulamento, que remetia à possibilidade de um homicídio. Através de algumas testemunhas, puderam identificar alguns possíveis autores. A partir daí, iniciaram as diligências ininterruptas, culminando na prisão de dois possíveis infratores do crime”, explicou o comandante da 4ª Companhia. Esses dois indivíduos foram conduzidos à delegacia e permaneceram presos em flagrante.
Na sequência, uma nova denúncia anônima apontou a localização do terceiro envolvido. Os policiais se deslocaram até o estabelecimento indicado e o encontraram em um dos quartos.
Apreensão de arma e vestimentas
No local, as equipes apreenderam um revólver calibre 22 com numeração suprimida, municiado com seis munições intactas e uma deflagrada, além de mudas de roupas. “Junto com ele, estavam roupas com características semelhantes às utilizadas pelo autor no dia do crime”, destacou o capitão Marchezine. Diante dos fatos, o homem foi levado à Central de Flagrantes, onde permaneceu preso por posse ilegal de arma de fogo e para a apuração de sua participação no assassinato.
Histórico e motivação
A corporação informou que o suspeito detido no bairro Godinhos não possui antecedentes criminais no Estado de São Paulo. Já entre os outros dois homens presos anteriormente, há registros de antecedentes graves, incluindo homicídio, sendo que um deles cumpria o benefício da saída temporária.
Segundo a Polícia Militar, a vítima e os suspeitos trabalhavam no mesmo estabelecimento. A hipótese inicial de que a motivação do crime esteja ligada a um desentendimento profissional após uma demissão está sendo apurada pela Polícia Civil. “A princípio era um colega de trabalho, não era o patrão no caso”, complementou o capitão. O caso segue sob investigação na delegacia do município.





