terça-feira, 28 abril 2026
APURAÇÃO

Secretário-adjunto de Nova Odessa é alvo de operação que investiga possível elo entre PCC e prefeituras

Mateus Rosa Tognella ocupa o cargo na Desenvolvimento Econômico e Promoção Social de Nova Odessa, além de ter atuado na Prefeitura de Campinas
Por
Airan Prada, Nicoly Maia e Guilherme Pierangeli
A investigação aponta que a facção criminosa estruturou um “núcleo político” para acessar recursos públicos e dar aparência de legalidade ao dinheiro ilícito. Foto: Reprodução/Redes sociais

O secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico e Promoção Social de Nova Odessa, Mateus Rosa Tognella, entrou na mira da Polícia Civil em operação que investiga um esquema de lavagem de dinheiro do PCC infiltrado em prefeituras paulistas.

Na segunda-feira (27), agentes da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Mogi Guaçu cumpriram mandados de busca e apreensão em um endereço do político, na Vila Brandina, em Campinas. Foram levados notebooks e celulares, segundo apuração da TV TODODIA.

Trabalho regional
Tognella, que também preside o PSB em Nova Odessa, atuou na Prefeitura de Campinas durante a gestão do ex-prefeito e atual deputado federal Jonas Donizette (PSB), e no início do mandato de Dário Saadi (Republicanos), que governa a cidade ao lado do vice Wanderley de Almeida, o Wandão, presidente municipal do PSB na sede da RMC (Região Metropolitana de Campinas).

Segundo os registros do Diário Oficial de Campinas, Tognella ocupou cargos de assessor técnico superior e coordenador setorial entre os anos de 2013 e 2021. Ainda de acordo com dados oficiais, a esposa dele, Rebecca Farinella Tognella, é procuradora do município.

Apuração
A investigação aponta que a facção criminosa estruturou um “núcleo político” para acessar recursos públicos e dar aparência de legalidade ao dinheiro ilícito, chegando a tentar influenciar eleições através do financiamento de candidaturas alinhadas aos seus interesses.

Além de Tognella, ao menos quatro pessoas ligadas a administrações no ABC Paulista, na Baixada Santista e em Ribeirão Preto também foram alvos da operação.

O delegado responsável pela investigação, Fabrício Intelizano, afirmou que o grupo operava uma estrutura sofisticada de infiltração no poder público. Como nenhum dos investigados possui mandato eletivo, o caso corre sem foro privilegiado.

Em nota, a Prefeitura de Campinas ressaltou que a operação não envolve a atual administração municipal. A Prefeitura de Nova Odessa relatou não ter conhecimento dos fatos citados nessa operação. A gestão alega ainda que a investigação “abrange período anterior à nomeação do secretário adjunto em Nova Odessa”. Por fim, a prefeitura afirmou que, “no que se refere ao desempenho da função do secretário adjunto na pasta, a Administração Municipal não possui informações que desabonem sua conduta”.

Tognella não rewtorno aos contatos da reportagem.

*Atualizado às 14h03.

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