quinta-feira, 14 maio 2026
APÓS 15 ANOS

Tribunal do Júri marca julgamento de mulher acusada de matar comerciante em Hortolândia

Crime ocorreu em 2011 durante briga em lanchonete no Parque dos Pinheiros; ré também responde por duas tentativas de homicídio
Por
Cristiani Azanha
Julgamento está previsto para acontecer a partir das 11h no Fórum da cidade. Foto: Vagner Salustiano/TV TODODIA

O Tribunal do Júri de Hortolândia marcou para o dia 28 de maio, às 11h, o julgamento de Aparecida Andreia Gallis, conhecida como “Sara”, acusada de matar uma comerciante de 73 anos e tentar assassinar outras duas mulheres durante uma briga em uma lanchonete da cidade, em 2011. O julgamento será realizado no Fórum de Hortolândia e será presidido pelo juiz André Forato Anhê.

Segundo a denúncia do MP-SP (Ministério Público de São Paulo), o crime aconteceu na noite de 4 de agosto de 2011, na Lanchonete Belo Horizonte, localizada na Rua Cedro, no Parque dos Pinheiros.

Comerciante tentou separar briga
De acordo com a investigação, a confusão começou após uma discussão entre a acusada e duas mulheres. Testemunhas relataram que o desentendimento teria sido motivado por ciúmes e desavenças antigas. Conforme os autos do processo, durante a briga, Aparecida teria ido até um Ford Ka prata, pegado um canivete e retornado ao estabelecimento, onde atacou as vítimas.

A comerciante Olinda Strumendo Gozzi, de 73 anos, proprietária da lanchonete, tentou intervir para separar a discussão, mas acabou atingida no pescoço. Equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram acionadas, mas a vítima sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu ainda no local.

As outras duas mulheres feridas foram socorridas por populares ao Hospital Mário Covas.

Acusada fugiu após o crime
Segundo a Polícia Civil, após as agressões, a acusada fugiu utilizando um Ford Ka prata e teria dispensado a arma do crime na rua.

Durante diligências realizadas na residência da investigada, em Sumaré, os policiais não localizaram Aparecida, mas encontraram o veículo utilizado na fuga na garagem do imóvel.

O carro apresentava manchas de sangue e foi apreendido para perícia técnica, assim como as chaves do automóvel.

Ré alegou legítima defesa
Durante interrogatório, Aparecida confessou as agressões, mas alegou ter agido em legítima defesa. Segundo a versão apresentada pela ré, ela vinha sendo ameaçada pelas vítimas desde o carnaval daquele ano por causa de disputas envolvendo clientes. Ela afirmou ainda que, no dia do crime, teria sido puxada pelos cabelos e agredida antes de reagir utilizando o canivete.

Já uma das vítimas declarou em depoimento que foi atingida de forma inesperada quando tentava impedir a fuga da acusada. Ainda conforme o relato, a discussão começou com troca de ofensas e Aparecida teria retornado armada ao local antes dos golpes.

Crime será analisado pelo júri popular
Na decisão de pronúncia, o juiz Leonardo Delfino entendeu que há provas da materialidade e indícios suficientes de autoria para levar a acusada a julgamento pelo Tribunal do Júri. Aparecida responderá por homicídio qualificado consumado pela morte de Olinda Strumendo Gozzi e por duas tentativas de homicídio qualificado contra Michele e Vanessa. As qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa das vítimas foram mantidas pela Justiça.

Segundo a decisão, caberá agora ao Conselho de Sentença decidir se a acusada agiu em legítima defesa ou se deve ser condenada pelos crimes apontados pelo Ministério Público.

Posicionamento
A defesa da ré foi procurada pela reportagem, mas não havia se manifestado até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.

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