
A greve dos trabalhadores terceirizados da Replan (Refinaria de Paulínia) entrou no 14º dia nesta segunda-feira (29) e provocou o bloqueio da Rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332), na região do km 129, sentido Norte, em Paulínia. Equipes da Polícia Militar e de outras forças de segurança acompanham a mobilização no local.
Segundo informações da Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo), a manifestação teve início às 04h38. Na última atualização, às 8h32, o órgão informou que havia dois quilômetros de congestionamento.
Impasse
A paralisação segue sem acordo entre sindicatos e empresas. Na última semana, dirigentes sindicais denunciaram agressões contra participantes do movimento durante a madrugada nas proximidades da refinaria.
Segundo o presidente do Sinticom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Campinas e Região), Amilton Mendes, diversos trabalhadores foram agredidos. Um dos relatos é do assessor sindical Márcio Roberto, que afirmou ter sido surpreendido por um grupo de homens encapuzados.
Outro trabalhador, Elizaman Lopes, conhecido como “Carioca”, da Associação dos Trabalhadores de Paulínia, apareceu em vídeo com a cabeça ensanguentada e afirmou ter sido atingido com um taco de beisebol.
As entidades cobram a apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos. O coordenador-geral do Sindipetro Unificado, Steve Austin, defendeu o direito de organização e manifestação dos trabalhadores.
Histórico
A greve começou após a rejeição da proposta patronal no dissídio coletivo de 2026. Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 9%, enquanto as empresas oferecem 6,5%. Também seguem sem acordo o vale-alimentação e o pagamento dos dias parados.
Em nota divulgada anteriormente, a Petrobras informou que não interfere nas relações entre empresas contratadas, trabalhadores e sindicatos. A estatal afirmou que a Replan segue operando normalmente, embora a paralisação afete atividades de manutenção e projetos executados por terceirizadas.





