sexta-feira, 17 julho 2026
PARALISAÇÃO

Greve na Replan bloqueia Rodovia Professor Zeferino Vaz, em Paulínia; paralisação chega ao 14º dia

Local registra dois quilômetros de congestionamento, de acordo com a Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo)
Por
Thayla Nogueira e Airan Prada

A greve dos trabalhadores terceirizados da Replan (Refinaria de Paulínia) entrou no 14º dia nesta segunda-feira (29) e provocou o bloqueio da Rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332), na região do km 129, sentido Norte, em Paulínia. Equipes da Polícia Militar e de outras forças de segurança acompanham a mobilização no local.

Segundo informações da Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo), a manifestação teve início às 04h38. Na última atualização, às 8h32, o órgão informou que havia dois quilômetros de congestionamento.

Impasse
A paralisação segue sem acordo entre sindicatos e empresas. Na última semana, dirigentes sindicais denunciaram agressões contra participantes do movimento durante a madrugada nas proximidades da refinaria.

Segundo o presidente do Sinticom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Campinas e Região), Amilton Mendes, diversos trabalhadores foram agredidos. Um dos relatos é do assessor sindical Márcio Roberto, que afirmou ter sido surpreendido por um grupo de homens encapuzados.

Trânsito está congestionado no sentido Cosmópolis. Foto: Artesp

Outro trabalhador, Elizaman Lopes, conhecido como “Carioca”, da Associação dos Trabalhadores de Paulínia, apareceu em vídeo com a cabeça ensanguentada e afirmou ter sido atingido com um taco de beisebol.

As entidades cobram a apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos. O coordenador-geral do Sindipetro Unificado, Steve Austin, defendeu o direito de organização e manifestação dos trabalhadores.

Histórico
A greve começou após a rejeição da proposta patronal no dissídio coletivo de 2026. Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 9%, enquanto as empresas oferecem 6,5%. Também seguem sem acordo o vale-alimentação e o pagamento dos dias parados.

Em nota divulgada anteriormente, a Petrobras informou que não interfere nas relações entre empresas contratadas, trabalhadores e sindicatos. A estatal afirmou que a Replan segue operando normalmente, embora a paralisação afete atividades de manutenção e projetos executados por terceirizadas.

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