Perto do término de seu mandato, o presidente Michel Temer fez ontem uma avaliação sobre o funcionamento da máquina pública e concluiu que o poder absoluto corrompe.
Em abertura de um fórum de órgãos de controle, na capital federal, ele considerou que, sem fiscalização, o poder público se degenera com excessos e abusos.
“O poder, sem controle, logo se degenera em excessos, abusos, arbítrio. Não é sem razão aquela velha frase usada por tantos politólogos constitucionalistas, dizendo que o poder corrompe, mas o poder absoluto corrompe absolutamente”, disse.
Em dois anos e meio à frente do Palácio do Planalto, o presidente foi duas vezes denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República), perdeu três ministros por suspeitas de irregularidades e teve seis auxiliares citados no rastro da Lava Jato.
“Se você arrecada, se você vai gastar, e quem gasta é a autoridade constituída você tem que ter um controle. O velho controle que deriva da ideia de que cada poder tem que limitar a atividade do outro poder”, disse.
Esta matéria foi útil para você?
Newsletter TODODIA
As mais lidas do dia, direto no seu e-mail. Grátis.
Veja também
MP estabelece alíquotas temporárias do Imposto Seletivo para 2027
Regras começam em fevereiro e seguem até dezembro; projeto com taxas definitivas deverá ser enviado ao Congresso até maio de 2027
Produção industrial cai 0,8% em setembro, quarta retração em cinco meses
Setor acumula perda de 4,1% desde maio, apesar da alta de 0,2% em 12 meses
Prêmio da +Milionária acumula e chega a R$ 112 milhões
Sem ganhador na faixa principal do concurso 404, loteria terá novo sorteio na sexta-feira