O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), anunciou ontem a nomeação do almirante Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior para o cargo de ministro de Minas e Energia.
A indicação pegou de surpresa o mercado, mas foi bem recebida positivamente, principalmente pelo setor nuclear.
A área tem dúvidas, porém, do impacto da escolha de um militar sobre os planos de privatizações defendidos pela área econômica do governo, que envolvem ativos dos setores de energia e petróleo.
Em nota divulgada ontem, o futuro ministro disse que seu objetivo será garantir um “ambiente de confiança e de previsibilidade, tanto para os mercados, quanto para o cidadão consumidor”.
Albuquerque ocupa hoje o cargo de diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha e coordena, entre outras atividades, o projeto de construção de submarinos a propulsão nuclear -que foi alvo da Operação Lava Jato diante de denúncias do pagamento de propina.
É defensor do desenvolvimento da tecnologia para defender a chamada Amazônia Azul, faixa de mar que compreende reservas de petróleo.
Em abril, defendeu durante discurso no Clube de Engenharia do Rio a ampliação da energia nuclear.
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