domingo, 6 setembro 2026

‘Bolsonarismo vai continuar’, afirma Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que, mesmo em uma eventual derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições, o bolsonarismo continuará existindo no Brasil

ENCONTRO | Lula ao lado de seu candidato a vice, Geraldo Alckmin, em evento ontem (Foto: André Ribeiro / Futura Press / Folhapress)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que, mesmo em uma eventual derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições, o bolsonarismo continuará existindo no Brasil. A declaração foi dada para intelectuais que não são do campo do PT, fundadores do PSDB e para ministros do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em reunião nesta terça-feira (27).

Ainda em um aceno ao centro e em busca de governabilidade, Lula também indicou aos presentes, como já havia feito antes, que não tentará a reeleição caso saia vitorioso da corrida eleitoral.

“Uma coisa que eu tenho dito e que politicamente não é prudente dizer, mas todo mundo sabe que eu tenho quatro anos para fazer isso. Todo mundo sabe que eu tenho quatro anos. Todo mundo sabe que não é possível um cidadão com 81 anos querer a reeleição. Todo mundo sabe. Se ninguém quer saber, a natureza é implacável, ela diz”, afirmou. Falando em pacto democrático, Lula lembrou a força do malufismo em São Paulo em 1998. O ex-presidente relatou que, quatro anos antes, o PT recusou convite para participar do governo de Mário Covas (PSDB) e afirmou que, na sua visão, isso foi um erro.

“Quando a gente pensava que o malufismo tinha acabado, o malufismo não acabou, porque o Maluf era muito forte. E isso vai servir de lição para nós. Nós vamos ganhar do Bolsonaro, mas o bolsonarismo vai continuar existindo”, afirmou Lula. “E nós precisamos derrotá-los. Derrotá-los no debate político, na discussão sadia para que a sociedade não consiga entender que o país possa ter gente do naipe deles governando esse país ou fazendo política”, continuou o petista.

Em seu discurso nesta terça, Lula lembrou da sua relação com o PSDB, dizendo que o partido nunca foi um “inimigo”. “Nunca encarei o PSDB como inimigo. Sempre foi um adversário conjuntural em época de eleição.

É importante que a gente não pense igual, que a gente tenha diferença.”

No encontro, participaram cinco ministros do governo FHC para formalizar o apoio ao petista já no primeiro turno da corrida eleitoral. São eles: Claudia Costin, Luiz Carlos Bresser Pereira, José Carlos Dias, Paulo Sérgio Pinheiro e Aloysio Nunes Ferreira. No início da reunião, o ex-ministro Aloizio Mercadante afirmou que também declararam apoio a Lula os ex-ministros de FHC José Gregori e Nelson Jobim.  

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