O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) rebateu ontem as críticas contra a militarização do Ministério da Saúde e afirmou que o general Eduardo Pazuello deve seguir à frente da pasta. “O Pazuello está muito bem lá”, declarou Bolsonaro ao citar o interino, em sua live semanal nas redes sociais.
O presidente argumentou ainda que prefeitos e governadores que têm solicitado auxílio ao Ministério da Saúde estão sendo atendidos.
“Acho que está precisando muito mais de um gestor do que um médico na Saúde”, acrescentou Bolsonaro, referindo-se às queixas de que o militar não tem formação médica.
A atuação de Pazuello – ministro interino desde o pedido de demissão de Nelson Teich, em maio – e a ocupação de postos-chave da pasta por militares estiveram no centro de uma crise nos últimos dias.
No final de semana, o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), criticou a militarização do Ministério e disse que o Exército estava se associando a um “genocídio”.
Na quarta-feira (15), o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou que Bolsonaro deveria escolher em agosto um novo nome para o ministério.
Na live desta quinta, o presidente Jair Bolsonaro confirmou que conversou com Gilmar, como revelou a coluna de Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo, após a eclosão da crise e que instruiu Pazuello a informar o magistrado sobre ações da pasta.
Em um sinal de que não pretende antagonizar com Gilmar, Bolsonaro afirmou que “crítica construtiva é bem-vinda” e que, com a nota do Ministério da Defesa, considera o assunto encerrado.
“[Vamos] falar em Pazuello. Alguns querem a saída dele porque [tem] a militarização. Vocês estão com saudades dos ministros da Dilma, Lula e Fernando Henrique?”, questionou o presidente. “Salles fica. Pazuello fica. Sem problema nenhum”, afirmou.




