
O Brasil foi eleito para integrar o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC), um dos principais órgãos da Organização das Nações Unidas (ONU). O anúncio foi feito pelo Ministério das Relações Exteriores na noite desta quinta-feira (4).
O mandato brasileiro terá duração de três anos, entre 2027 e 2029. Na eleição realizada na terça-feira (4), o país recebeu 181 votos dos Estados-membros da organização, resultado que, segundo o Itamaraty, reforça o reconhecimento internacional do papel do Brasil em temas ligados ao desenvolvimento sustentável, à redução das desigualdades e à promoção da paz.
Órgão coordena ações globais da ONU
O ECOSOC é composto por 54 países e tem a função de coordenar o trabalho das agências especializadas da ONU em áreas estratégicas para o desenvolvimento mundial. Entre os temas tratados pelo conselho estão comércio internacional, desenvolvimento econômico, direitos humanos, igualdade de gênero, ciência, tecnologia e sustentabilidade.
O órgão também atua na formulação de recomendações e diretrizes voltadas ao cumprimento da Agenda 2030 das Nações Unidas, que reúne compromissos assumidos pelos países para enfrentar desafios globais.
Conselho acompanha metas de desenvolvimento
Uma das principais atribuições do ECOSOC é acompanhar e promover os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), conjunto de metas definidas pela ONU para enfrentar problemas como pobreza, fome, desigualdade social, mudanças climáticas e acesso à educação e à saúde.
Os ODS servem de referência para políticas públicas e ações de cooperação internacional adotadas pelos países, orientando programas e investimentos voltados ao desenvolvimento econômico e social.
Itamaraty destaca papel do Brasil
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que a eleição demonstra a confiança da comunidade internacional na atuação brasileira dentro do sistema das Nações Unidas. Segundo o governo, a participação no conselho permitirá ampliar a contribuição do país nos debates globais sobre desenvolvimento econômico e social.
A pasta destacou ainda que o novo mandato no ECOSOC deve fortalecer a presença do Brasil nos principais fóruns multilaterais e abrir espaço para maior influência na formulação de agendas e prioridades relacionadas ao desenvolvimento sustentável.





