quinta-feira, 28 maio 2026
NOVO AVANÇO

Câmara aprova PEC que prevê o fim da escala 6×1 e reduz jornada para 40 horas semanais

Texto aprovado pela Câmara prevê jornada de 40 horas semanais, dois dias de folga e manutenção dos salários; proposta ainda será analisada pelo Senado.
Por
Emilly Ferreira
Base governista comemora aprovação da PEC que prevê fim da escala 6×1 foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, na noite desta quarta-feira (27), a Proposta de Emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6×1. O texto estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, com dois dias de folga, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

A proposta determina que as novas regras também sejam aplicadas aos contratos de trabalho já vigentes, sem qualquer tipo de redução salarial, seja nominal, proporcional ou de outra natureza.

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA) à proposta original da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que previa jornada de 36 horas semanais em escala 4×3. Outra proposta semelhante havia sido apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

Votação
A PEC foi aprovada com 461 votos favoráveis e 19 contrários.

A base governista comemorou o resultado. “Vamos fazer história mostrando em que lado nós estamos. Nós estamos do lado do povo mais sofrido, das pessoas que mais precisam”, afirmou o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS).

Já parlamentares da oposição criticaram a proposta. “Eu não vou mentir para o trabalhador dizendo para ele que com a aprovação dessa PEC vai acabar a escala 6×1”, declarou o deputado Kim Kataguiri (União-SP).

Transição
Segundo o texto aprovado, a mudança será feita em duas etapas. A jornada será reduzida inicialmente para 42 horas semanais no prazo de até 60 dias após a promulgação da PEC.

Doze meses depois da entrada em vigor das 42 horas, a carga horária passará para 40 horas semanais, com limite máximo de oito horas diárias de trabalho.

As novas regras não serão aplicadas a profissionais com diploma de ensino superior que recebam acima de 2,5 vezes o teto da Previdência Social, atualmente equivalente a R$ 21.188,87.

O texto também prevê que uma lei complementar poderá estabelecer medidas de transição para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte.

Próxima etapa
“Essa aprovação ficará registrada na história desta legislatura e na trajetória de cada parlamentar que compreendeu que desenvolvimento econômico e dignidade humana precisam caminhar juntos”, declarou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A proposta ainda precisa ser analisada pelo Senado Federal.

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