quinta-feira, 10 setembro 2026

Chile repudia falas de Bolsonaro sobre Boric

As declarações do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre os governos de esquerda na América Latina causam desconforto no Chile 

As declarações do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre os governos de esquerda na América Latina causam desconforto no Chile e em seu presidente, Gabriel Boric. No debate na noite deste domingo (28) -promovido por UOL, Folha de S. Paulo, Band e TV Cultura- Bolsonaro acusou Boric de ter ateado “fogo em metrôs”.

Em nota, o governo chileno citou o presidente brasileiro por nome e afirmou que as falas “são inaceitáveis e não estão de acordo com o tratamento respeitoso devido aos chefes de Estado ou com as relações fraternas entre dois países latino-americanos”.

Ao mirar seu principal oponente nas eleições deste ano, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o chefe do Executivo brasileiro disse: “Lula apoiou o presidente do Chile também, o mesmo que praticava atos de tocar fogo em metrôs lá no Chile. Para onde está indo o nosso Chile?”.

Boric, de 35 anos, é ex- -líder estudantil e o presidente mais jovem da história de seu país. Sua vitória representa uma guinada à esquerda e rompeu com três décadas de alternância entre os partidos de centro desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet, em 1990. No início do ano, Bolsonaro rejeitou ir à posse de Boric e enviou seu vice, Hamilton Mourão (Republicanos).

Ainda no discurso contra o petista, Bolsonaro citou os governos da Argentina, Colômbia e Venezuela antes de falar sobre a Nicarágua. “O nosso prezado presidente Lula apoiou, na Nicarágua, [Daniel] Ortega, que agora persegue cristãos, prende padres, expulsa freiras. Uma perseguição religiosa sem tamanho”.

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