O partido de extrema direita foi o grande vencedor da eleição, impondo uma derrota ao presidente Gabriel Boric
Por Danilo Bueno

Nesse domingo (7), o Chile foi às urnas para eleger os membros do chamado Conselho Constituinte (similar à Assembleia Geral Constituinte, que redigiu a Constituição Federal do Brasil), e que terá a missão de fazer uma nova Carta Magna para o país, em substituição à Constituição que foi rejeitada em plebiscito realizado em setembro de 2022.
O partido de extrema direita Partido Republicano (PR) foi o grande vencedor da eleição, impondo uma derrota ao presidente Gabriel Boric, do partido de esquerda Convergência Social. O Partido Republicano obteve 35% dos votos e conquistou 22 das 50 vagas para o Conselho Constituinte; em segundo lugar a aliança de esquerda Unidade para o Chile teve 28% e assegurou 17 assentos; já a coligação de direita ‘tradicional’ Chile Seguro ficou em terceiro lugar com 21% dos votos e garantiu 11 cadeiras no Conselho.
A missão dos eleitos é a de redigir a nova Constituição que substituirá a versão que encontra-se em vigor e que foi elaborada durante o período ditatorial de Augusto Pinochet.
O PR, dado o resultado destas eleições, terá o poder de veto e o controle sobre a nova Constituinte.




