
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará, entre os dias 15 e 17 de junho, da Cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França. Esta será a décima participação de Lula como convidado do grupo que reúne algumas das maiores economias do mundo.
O G7 é formado por Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, França, Itália, Alemanha e Japão, além da participação institucional da União Europeia. Também foram convidados para o encontro países como Brasil, Índia, Quênia, Coreia do Sul e Egito.
Apoio ao desenvolvimento
O primeiro compromisso do presidente será uma sessão de líderes voltada às parcerias internacionais para o desenvolvimento. A expectativa é que Lula defenda a ampliação da Assistência Oficial ao Desenvolvimento (AOD), mecanismo por meio do qual países mais ricos destinam recursos para apoiar o crescimento econômico e social de nações em situação de maior vulnerabilidade.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a redução desses investimentos nos últimos anos tem gerado preocupação entre países em desenvolvimento.
Reforma e governança global
Em outra sessão, marcada para o dia 17, Lula deverá reforçar a defesa de mudanças na governança global. Entre os temas previstos estão reformas na Organização das Nações Unidas (ONU) e na Organização Mundial do Comércio (OMC).
O governo brasileiro argumenta que as instituições internacionais precisam ser fortalecidas e modernizadas para responder aos desafios atuais da economia e da política global.
Inteligência artificial na pauta
Ainda no dia 17, a comitiva brasileira participará de um encontro dedicado à inteligência artificial. O Brasil deverá apresentar sua visão sobre oportunidades e riscos da tecnologia, tema que também está em discussão no Congresso Nacional.
Atualmente, a Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei que estabelece princípios para o desenvolvimento e uso da inteligência artificial, incluindo critérios de transparência, segurança, ética e proteção aos direitos fundamentais.
Minerais e segurança
Embora não participe da redação final dos documentos do G7, o Brasil deverá contribuir com debates sobre temas estratégicos discutidos pelos países do grupo.
Entre eles estão combate ao narcotráfico, proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, enfrentamento ao contrabando de migrantes, combate ao câncer e exploração de minerais críticos. Nesse último ponto, o Brasil tem interesse direto por concentrar uma das maiores reservas mundiais de terras raras e minerais estratégicos para a transição energética e a indústria de alta tecnologia.
*Com informações da Agência Brasil.




