domingo, 24 maio 2026

Governo libera R$ 2,5 bi para aliança global por vacinas

O governo federal vai liberar R$ 2,5 bilhões para que o Brasil ingresse na Covax Facility, aliança internacional por vacinas contra a Covid-19.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) editou duas medidas provisórias, que deveriam ser publicadas ainda na noite desta quinta-feira (24) no Diário Oficial da União. A primeira trata do ingresso na aliança, enquanto a segunda libera os recursos.

“Com isso, espera-se que, por meio deste instrumento, o Brasil possa comprar o equivalente para garantir a imunização de 10% da população até o final de 2021, o que permite atender populações consideradas prioritárias”, afirma nota da Secretaria-Geral da Presidência da República.

A Secretaria-Geral esclarece que a adesão à aliança permitirá o acesso ao portfólio de nove vacinas em desenvolvimento contra a Covid-19, além de outras ainda em fase de análise.

O governo argumenta que, dessa forma, aumentam as chances de acesso da população à vacina em um tempo reduzido.

Pazuello diz não ter preconceito com origem de vacina e busca a que funcione

Em reunião do comitê gestor do Programa de Desenvolvimento Institucional do SUS nesta quinta-feira (24), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que não tem qualquer preconceito com a origem da vacina contra o coronavírus e que negocia para que o Brasil tenha a que funcione, não importa de onde venha. Seguidores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) têm criticado a CoronaVac por estar sendo desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech. Além disso, o governador de São Paulo e antagonista de Bolsonaro, João Doria (PSDB), assinou acordo para importação e produção da vacina, o que fez com que o presidente desdenhasse dela. A fala de Pazuello nesta quinta-feira (24) teve o objetivo de pontuar que sua pasta fará o esforço para deixar de fora fatores ideológicos nas avaliações sobre liberação, produção e distribuição de vacinas no Brasil. Na reunião, Pazuello disse que negociará a vacina desenvolvida na China caso os testes clínicos mostrem que é a mais eficiente e a mais viável de se importar ou produzir no País.

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