
Todos os anos, no dia 27 de janeiro, é celebrado o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. A data faz referência aos 79 anos da libertação de Auschwitz, na Polônia, o maior e mais terrível campo de concentração nazista, onde milhares de judeus foram exterminados.
Em uma conversa com o presidente da Fisesp (Federação Israelita do Estado de São Paulo), Marcos Knobel comenta sobre a importância desta data para o mundo.
“Essa é uma data de homenagem e reconhecimento mundial. Não é uma data única e exclusivamente relembrada pela a comunidade judaica, obviamente que está nos corações dos judeus, porque foram milhares as vítimas desse real genocídio, especialmente pessoas da comunidade. Mas lembrar também que várias minorias foram atacadas durante o regime nazista, que sofreram tanto quanto nós”, destacou o presidente da Fisesp.
O regime nazista e seus colaboradores assassinaram cerca de 6 milhões de judeus, entre homens, mulheres e crianças, durante a Segunda Guerra Mundial, em um programa articulado para a destruição de todas as comunidades judaicas que fossem encontradas.
Um slogan usado por prisioneiros libertados no campo de concentração, para expressar o sentimento antifascista, ainda é hoje se faz presente.
“A gente sempre usa o – Never Again (nunca mais), e talvez esse dia 27de janeiro, para relembrar as vitimas do holocausto, é um pouco diferente de todos outros, porque neste momento estamos vivendo uma guerra contra o Estado de Israel e a comunidade judaica mundial tem uma relação muito próxima e muito profunda com Estado de Israel que é o lar nacional do povo judeu”, afirma Marcos.
Diante dos últimos acontecimentos, a lembrança desta data, tornou-se ainda mais forte, e por questões tão semelhantes.
“Quando vimos no dia 7 de outubro, um ato de terror, um genocídio intencional de acabar com o Estado de Israel, e se pudessem com a população judia mundial, nós relembramos do que aconteceu na ocasião do holocausto. Então esta data é muito mais forte, neste atual momento”, reforça o presidente da Federação Israelita que ao fim da nossa entrevista nos deixa uma importante mensagem.
“A gente tem que passar para todos, o que aconteceu no holocausto e mostrar que não é um evento único e exclusivo dos judeus, mas as minorias que também foram atacadas e que hoje nós temos que nos unir as pessoas de bem para lutar contra a intolerancia, a intolerancia religiosa, o antissemistismo, o racismo e todas as ações do mal contra o bem”, pontuou o cardiologista e presidente da Fisesp Marcos Knobel





