Ação da Guarda Revolucionária tem como alvo grupo étnico ao qual pertencia Mahsa Amini
Mísseis e drones disparados pela Guarda Revolucionária do Irã mataram nove pessoas e feriram outras 24 ao atingirem sedes de organizações dissidentes curdas no norte do Iraque na manhã desta quarta (28), afirma a agência de notícias estatal Irna. Segundo um membro sênior do Komal, partido de oposição curdo iraniano no exílio, escritórios da legenda também foram atingidos.
O ministro de Relações Exteriores do Iraque condenou a ofensiva, que teve como alvo áreas próximas às cidades de Erbil, capital da região autônoma do Curdistão no Iraque, e Sulaimaniya.
Os ataques ocorrem depois de o regime iraniano acusar os separatistas curdos armados de fomentarem a onda de protestos que tomou o país nas últimas semanas. Membros da Guarda Revolucionária, a elite militar do país, afirmaram em pronunciamento televisivo que o episódio marca o início de uma repressão ainda maior aos dissidentes -considerados terroristas.
“Esta operação continuará até que a sua ameaça seja extinta, que as bases dos grupos terroristas sejam desmanteladas, e que as autoridades da região do Curdistão assumam suas obrigações e responsabilidades.”
Os protestos, que acontecem todas as noites, começaram há 12 dias, quando Mahsa Amini, de 22 anos, morreu após ser detida em Teerã por supostamente violar o rígido código de vestimenta do país.





