sexta-feira, 11 setembro 2026

Lula prioriza queda da inflação e pobreza

Lula quer fortalecer programas sociais 

Com críticas ao governo Jair Bolsonaro (PL) em várias passagens, o plano de governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prioriza a queda da inflação, o fortalecimento das estatais e o enfrentamento à pobreza e à fome que, destaca o documento, aumentaram nos últimos anos. Para combater a desigualdade, Lula propõe papel incisivo do Estado e promete reconstruir e fortalecer programas sociais, como o Bolsa Família e o Sistema Único de Assistência Social (Suas), caso seja eleito.

O plano não traz detalhes de valores de investimento dos projetos nem de fontes de arrecadação. Mas prevê a revogação do teto de gastos, aprovado no governo Michel Temer (MDB) com o objetivo de equilibrar as contas públicas. “Vamos recolocar pobres e trabalhadores no orçamento. Para isso, é preciso revogar o teto de gastos”, diz o documento de 21 páginas apresentado ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Ainda no campo econômico, Lula reitera que é contra as privatizações da Petrobras, da Eletrobras e dos Correios e afirma que setores estratégicos do patrimônio público estão sendo desnacionalizados.

O petista pretende ainda criar um novo regime fiscal, com simplificação de taxas para que pessoas com menor poder aquisitivo paguem menos, e ricos, mais. “Essa reforma será construída na perspectiva do desenvolvimento, ‘simplificando’ e reduzindo a tributação do consumo, corrigindo a injustiça ao garantir progressividade tributária, preservando o financiamento do Estado de bem-estar social.”

O plano coloca o combate à alta dos preços, que vem corroendo o poder de compra dos brasileiros, como tarefa prioritária. O Brasil está no topo do ranking dos países com maiores índices de inflação entre as principais economias mundiais, com taxa de 10,07% acumulada em 12 meses. 

O documento acusa o atual governo de “renunciar ao uso de instrumentos importantes no combate à inflação, a começar pela política de preços de combustíveis”. “Os ganhos do pré-sal não podem se esvair por uma política de preços internacionalizada e dolarizada: é preciso abrasileirar o preço dos combustíveis”, diz o plano.

Receba as notícias do Todo Dia no seu e-mail
Captcha obrigatório

Veja Também

Veja Também