Quarta, 25 Mai 2022

Ministério da Saúde vê risco de alta de hospitalizações por Covid em setembro

Ministério da Saúde vê risco de alta de hospitalizações por Covid em setembro

  Variante delta, diminuição da proteção das vacinas e afrouxamento das regras sanitárias estão entre as explicações para a preocupação

Proliferação da variante e afrouxamento das medidas sanitárias podem causar aumento nas internações de Covid-19, admite Ministério da Saúde – Divulgação/Governo de São Paulo

MÔNICA BERGAMO

Folhapress

O Ministério da Saúde já trabalha com a possibilidade de uma alta nos casos de Covid-19 no mês de setembro, e também de hospitalizações. A esperança é que, com o avanço da vacinação, ao menos o número de óbitos não cresça no mesmo período.

Os imunizantes muitas vezes não impedem a infecção pelo novo coronavírus, mas diminuem seus efeitos e impedem o agravamento da doença. A variante delta, que é mais contagiosa, e a diminuição da proteção das vacinas na população mais idosa, a primeira a se imunizar, estão entre as explicações para a preocupação com a aceleração no número de casos.

Estados e municípios, por outro lado, avançaram na reabertura econômica e no afrouxamento das regras sanitárias. Uma das medidas que a pasta acredita que podem frear um crescimento maior é a aplicação da terceira dose da vacina nos imunossuprimidos e nos mais idosos, que começam a receber o reforço a partir de 15 de setembro. No Estado de São Paulo, será no dia 6.

Uma outra iniciativa já anunciada é a redução do intervalo entre a primeira e a segunda dose das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca, melhorando a perspectiva de ampliação da cobertura vacinal no país.

Um estudo de pesquisadores da USP, da Uerj e da Ufrj mostra que 100 milhões de pessoas, ou quase a metade da população brasileira, ainda não estão completamente imunizadas, o que permite que o vírus ainda circule de forma acelerada.

A velocidade de crescimento —tanto das coberturas de primeira dose quanto do esquema vacinal completo— aumentou consideravelmente nas últimas semanas. Embora progressivo, esse ritmo ainda é insuficiente para que se chegue à cobertura vacinal desejável, de pelo menos 90% da população imunizada com segunda dose até 31 de dezembro de 2021", afirmam os pesquisadores Guilherme Werneck, Ligia Bahia, Jessica de Lima Moreira e Mário Sheffer.
 

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Quinta, 26 Mai 2022

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