quarta-feira, 6 maio 2026
OPINIÃO DO ELEITORADO

Pesquisa Quaest: desaprovação de Lula chega a 52% na média de dez estados; em SP, índice é de 58%

As estatísticas percentuais foram reveladas pela agência na quarta-feira (6)
Por
Nathalia Tetzner
O cenário em São Paulo aponta uma desaprovação acima da apresentada em todo o território brasileiro. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A desaprovação do presidente Lula está em 52% na média de dez estados; em São Paulo, o percentual chegou a 58%. Os números são do levantamento realizado pela Quaest, divulgado na quarta-feira (6).

Números detalhados
Na média dos dez estados pesquisados, o petista aparece com 52% de desaprovação, contra 43% de aprovação. O estudo foi conduzido entre os dias 21 e 28 de abril, período marcado por embates políticos e derrotas do governo no Congresso Nacional. 

O cenário estadual
Ao todo, foram realizadas 11.646 entrevistas presenciais. No maior colégio eleitoral do país, os números de Lula são mais críticos do que a média nacional. No estado de São Paulo, a margem de erro é de dois pontos percentuais. 

  • Aprovação: 37%.
  • Desaprovação: 58%.
  • Não sabem/não responderam: 5%.

Quando a pergunta foca na avaliação do governo (se a gestão é positiva, regular ou negativa), o cenário paulista mantém a tendência de resistência: 45% dos eleitores de São Paulo consideram o governo “negativo”, enquanto 27% o veem como “regular” e 26% como “positivo”. 

Médias nacionais
A amostragem, que incluiu estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná, mostra um Brasil dividido regionalmente. Enquanto o Nordeste (Pernambuco, Bahia e Ceará) garante os melhores índices de sustentação ao presidente, as regiões Sul e Sudeste apresentam as maiores taxas de rejeição. 

Na média geral dos estados consultados, a avaliação da gestão federal ficou distribuída da seguinte forma: 

  • Positiva: 31%.
  • Regular: 26%.
  • Negativa: 42%.

Os dados reforçam a polarização política e a dificuldade do governo em converter sua agenda em popularidade nos grandes centros urbanos e em estados com forte influência do agronegócio e setores conservadores, como é o caso de São Paulo e Paraná.

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