Homem de 47 anos e sua namorada de 33 moravam em condomínio de luxo, em Santa Bárbara d’Oeste
A operação resultou na prisão de outras quatro pessoas na região de Campinas. Entre elas, está Claudinei Gomes Carias, conhecido como Nei, responsável por vigiar e levantar informações em Curitiba, no Paraná. Herick da Silva Soares, vulgo Sonata, e Franklin da Silva Correa, conhecido como Frank, eram responsáveis pela parte operacional da facção. Cintia Aparecida Pinheiro Melesqui, vulgo Luana, era responsável por alugar imóveis e carros para os outros criminosos planejarem o crime.
Os seis presos foram encaminhados para a capital e vão ficar na cadeia por tempo indeterminado. As investigações da Polícia Federal continuam a fim de encontrar outros envolvidos nos crimes. O nome do Sérgio Moro nunca foi mencionado nos relatórios da PF, informou o advogado de defesa dos réus Herick e Franklin, Juan Felipe Souza. Ele disse que irá apresentar uma defesa coesa e lastreada em provas.
A ação visa desarticular uma facção criminosa nacional e internacional que estaria envolvida em crimes de eixo violento. O grupo, de acordo com o Ministro da Justiça, Flavio Dino, tinha como objetivo executar sequestros e assassinatos em retaliação e intimidação aos agentes públicos, com porte de terrorismo. Os supostos crimes foram denunciados com base em imagens de câmeras de segurança ao lado das propriedades frequentadas pelo senador no Paraná.
A facção criminosa, que atua dentro e fora dos presídios do Brasil e internacionalmente, estava planejando os sequestros e assassinatos com o uso da tecnologia como aliada. Segundo a investigação, foram identificados pelo menos dez criminosos que se revezavam no monitoramento da família de Moro em Curitiba. O grupo planejava sequestrar o senador como forma de negociar a liberação de Marcola, chefe da facção criminosa que foi transferido para presídios federais de segurança máxima por conta da atuação do ex-ministro da Justiça.
O grupo é investigado por crimes que desde 2021 já teriam sido planejados para serem executados contra autoridades de diferentes esferas e membros da sociedade civil, com o envolvimento da comunidade carcerária. O clima de tensão gerado pelo caso preocupa as autoridades e levanta a discussão sobre a fragilidade da segurança em um país onde as facções criminosas ganham cada vez mais força.
A operação da PF apreendeu diversos veículos de luxo, incluindo três BMWs, duas caminhonetes, duas motos e um carro modelo New Beetle, todos pertencentes à quadrilha. Ainda foram apreendidos malotes com documentos nos endereços dos alvos e outras duas pessoas foram detidas em flagrante por terem documentos falsos.
A ação também teve como alvo Lincoln Gakyia, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Presidente Prudente, e um comandante da Polícia Militar. A equipe de investigação destacou que os crimes seriam uma retaliação de integrantes da facção criminosa por causa de uma portaria do governo que proibia visitas íntimas em presídios federais.
As autoridades chamaram a atenção para a necessidade de reforçar a segurança não apenas de autoridades, mas de toda a população, diante do avanço do crime organizado no Brasil e a complexidade dos riscos envolvidos. A operação da PF serve como um alerta para que as autoridades continuem aprimorando as estratégias de proteção e repressão contra as atividades criminosas, buscando a garantia da segurança e da tranquilidade da população.





