terça-feira, 15 setembro 2026

PSB oficializa Alckmin como vice de Lula sob indefinição de palanques

Evento contou com as presenças de diversas lideranças políticas, incluindo o ex-presidente e candidato pelo PT

UNIÃO | Lula e Alckmin dão as mãos, com Carlos Siqueira no meio, na convenção do PSB (Foto: Ton Molina / Fotoarena / Folhapress)

Após uma tímida convenção do Partido dos Trabalhadores chancelar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência, o PSB oficializou Geraldo Alckmin como vice-presidente da chapa durante encontro do partido, com presença de diversas lideranças políticas, nesta sexta-feira (29).

Apesar da aliança selada, ainda há uma série de entraves entre os dois partidos por acordos de palanques em diferentes estados do Brasil. O principal deles, no Rio de Janeiro, envolve o pré- -candidato ao governo Marcelo Freixo e o pré- -candidato ao Senado, Alessandro Molon, ambos socialistas.

Apesar disso, o tema não foi tratado nos discursos de Lula ou de Alckmin durante o evento, que trataram de enaltecer a união entre os dois, que, segundo Lula, tem potencial para ser uma “revolução pacífica”. 

Em entrevista antes do evento, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, afirmou que o acordo em nível nacional é inabalável, mas não impede projetos diferentes para candidaturas regionais que disputem entre si. “A aliança no plano nacional não exime de ter alianças diferentes no plano estadual […]. Eu chamo de diferenças. Não estamos brigando com o PT. Estamos disputando”, afirmou. 

Siqueira também afirmou que a campanha deve concentrar esforços para conseguir uma vitória ainda no primeiro turno, tese endossada por Alckmin em sua entrevista. Na última pesquisa de intenções de voto do Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (28), Lula aparece 18 pontos à frente de Jair Bolsonaro (PL) e, com 52% dos votos válidos, poderia vencer já no primeiro turno das eleições.

“A esperança tem nome, ela se chama Lula. E o futuro do Brasil é a realização dessa esperança, dessa esperança que, se Deus quiser, com o apoio e a força de todos nós haverá de se realizar já no dia dois de outubro”, afirmou Alckmin. 

O ex-tucano e agora socialista também rebateu as acusações de Bolsonaro contra as urnas, afirmando que “quem alega fraude tem de provar, e quem não prova, tem que ser punido pela farsa de acusar”.

Lula lembrou o encontro do atual presidente com embaixadores de todo o mundo, e afirmou que as Forças Armadas devem respeitar suas funções estabelecidas pela Constituição.

“O que nós precisamos é estabelecer relação de respeito, de que cada um cumpra com sua função, e não ter um presidente que trata as Forças Armadas como objeto na mão dele.” Lula endossou as críticas a Bolsonaro, segundo ele, um “resultado da destruição da política que foi feita em muitos momentos, por muita gente nesse país”, discursou o petista. 

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