quinta-feira, 21 maio 2026

Saiba quais vacinas devem estar em dia na caderneta dos adultos

Além da gripe e da temida Covid-19, outras doenças podem ser evitadas com o calendário de imunização

Muitas doenças foram erradicadas ou deixaram de ser um problema de saúde pública por causa da vacinação em massa da população. Mesmo com maior número de vacinas durante a infância, o calendário vacinal deve estar em dia também na fase adulta para evitar o desenvolvimento de doenças mais comuns, como gripes, ou até mais graves, como cânceres.

A vacina contra o influenza, vírus que causa a gripe, deve ser tomada uma vez por ano na vida adulta.

Geralmente entre abril e julho, ela é oferecida gratuitamente na rede pública para adultos do grupo de risco, professores, profissionais da saúde e idosos.

Outra vacina do calendário que não pode ser esquecida é a chamada dupla adulto (dT), que protege contra difteria e tétano e conta com um reforço a cada dez anos.

A orientação é que a primeira dose seja tomada na adolescência, a partir de 15 anos de idade, e as doses de reforço aconteçam de década em década.

“Hoje, nas clínicas privadas, há a recomendação de fazer um desses reforços com a vacina que é contra difteria, tétano e coqueluche também [tríplice bacteriana]”, explica Max Igor Banks Ferreira Lopes, infectologista do Hospital Santa Catarina.

Para a vacina da tríplice viral – contra sarampo, caxumba e rubéola – são necessárias duas doses, que são garantidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) até os 29 anos. Entre 30 e 29 anos, segundo a SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), uma dose é oferecida gratuitamente na rede pública.

A vacinação contra a febre amarela deve ser realizada, caso não tenha sido, em uma dose única que é oferecida pelo SUS. O mesmo vale para as vacinas contra hepatite A e B. As três doses contra hepatite B estão na rede pública, já as duas contra o tipo A são restritas à rede particular.

A imunização contra HPV é, do mesmo modo que as anteriores, importante na vida adulta. A SBIm recomenda a vacinação de mulheres de 9 a 45 anos de idade e homens de 9 a 26 anos, o mais precocemente possível.

Homens e mulheres em idades fora dessa faixa também podem ser beneficiados com a vacinação, de acordo com critério médico.
“Para pessoas que já foram infectadas pelo vírus HPV, fica indicado também o uso da vacinação para prevenção de formas graves do HPV”, diz Raquel Muarrek, infectologista da Rede D’Or.

A entidade também diz que existe um risco aumentado de formas graves e óbito por influenza a partir de 60 anos de idade, o que faz com que a vacina da gripe seja ainda mais importante de ser tomada todo ano.

“Existem duas vacinas pneumocócicas, uma que chamamos de conjugada [VPC13] e outra polissacarídica [VPP23]. A partir dos 60 anos, está prevista a polissacarídica na rede pública, mas existe um esquema combinando a conjugada e ela”, explica o infectologista Max Igor Banks Ferreira Lopes.

(Gabriela Bonin)
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