Número de presidiários que permanecem nas ruas corresponde a 3,9% dos 4,3 mil autorizados a deixar celas para festividades
Os beneficiados com a medida deixaram as unidades prisionais da região no dia 23 de dezembro e teriam de voltar às penitenciárias na segunda-feira (3) ou na quarta-feira (5) – isso porque uma decisão judicial permitiu que parte dos presos pudessem ficar fora das unidades até ontem.
O CPP (Centro de Progressão Penitenciária) Professor Ataliba Nogueira, de Campinas, foi a unidade que registrou o maior número de detentos que descumpriu a determinação de retorno – 80 dos 2.071 presos não voltaram à penitenciária.
Já do CPP de Hortolândia, de onde saíram 1.495 sentenciados, 57 presos permaneceram nas ruas.
A Penitenciária Feminina de Campinas teve 17 das 346 condenadas beneficiadas que desrespeitaram o retorno, enquanto que da Penitenciária Odete Leite de Campos Critter, de Hortolândia, 13 dos 163 presos em regime semiaberto não se apresentaram na data prevista.
Em Sumaré, três dos 146 detentos em saída temporária ficaram nas ruas e um dos 114 da Penitenciária III, de Hortolândia.
Questionada se algum dos beneficiados haviam se envolvido em crimes durante o tempo que ficaram nas ruas, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo não respondeu.
Em novembro do ano passado, quando tiveram direito ao benefício 4.150 detentos, 154 deles não retornaram.
Atualmente, a população carcerária das seis unidades prisionais que possuem presos com direito ao benefício é de 7.783 pessoas.





