
A Secretaria de Saúde de Campinas confirmou mais duas mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada pelo vírus da gripe em 2026. Com os novos registros, a cidade soma 202 casos e 15 óbitos pela doença neste ano. As duas mortes confirmadas agora ocorreram em pessoas que não receberam a vacina contra a gripe e apresentavam comorbidades.
O número faz da gripe a doença respiratória com mais mortes em Campinas em 2026. Até o momento, a influenza já provocou mais óbitos do que a Covid-19, que registra nove mortes, e do que a dengue, que não contabiliza nenhuma vítima fatal neste ano no município.
O cenário repete o observado em 2025. No ano passado, Campinas registrou 69 mortes por gripe, número superior ao de óbitos por Covid-19 (48 mortes) e dengue (30 mortes) no mesmo período. Segundo a Secretaria de Saúde, 54 das vítimas da influenza em 2025 não haviam sido vacinadas.
Perfil das vítimas
As vítimas são uma mulher de 93 anos, que morreu em 7 de junho, e uma mulher de 53 anos, cujo óbito ocorreu em 10 de junho. Ambas possuíam doenças preexistentes e não estavam imunizadas contra a influenza.
Vacinação segue disponível
A Secretaria de Saúde reforça que a vacinação contra a gripe continua disponível para toda a população a partir de seis meses de idade nos 69 centros de saúde de Campinas e também na Igreja Divino Salvador, no Cambuí.
Neste ano, o imunizante protege contra os vírus influenza A (H1N1 e H3N2) e influenza B. A vacina pode ser aplicada junto com outros imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação.
Desde o início da campanha, em 28 de março, foram aplicadas 291.891 doses em Campinas. A ampliação da vacinação para toda a população ocorreu em 1º de junho e a estratégia segue até o fim deste mês.
Cobertura vacinal ainda preocupa
Entre os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, foram aplicadas 155.514 doses.
Os idosos apresentam cobertura vacinal de 54,40%, com 121.699 doses aplicadas. Entre as crianças de seis meses a menores de seis anos, a cobertura é de 41,60%, com 28.424 doses. Já entre as gestantes, o índice chegou a 62,69%, com 5.391 aplicações.
Cuidados ajudam na prevenção
Além da vacinação, a Secretaria orienta a adoção de medidas para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios, como higienizar as mãos com frequência, manter os ambientes ventilados, ingerir bastante água e manter alimentação equilibrada.
A recomendação é que pessoas com sintomas gripais utilizem máscara para diminuir o risco de transmissão a outras pessoas.





