O número de casos de sarampo na RMC (Região Metropolitana de Campinas) teve um aumento de 21,2% na última semana, segundo dados das prefeituras e da Secretaria Estadual de Saúde.
O índice de crescimento é maior ao verificado no Estado, que registrou uma alta de 20,4% nas confirmações da doença no mesmo período.
Até ontem, foram confirmados 80 casos em 13 dos 20 municípios da RMC, o que significa 14 pessoas doentes a mais que na semana passada, quando o TODODIA publicou o último levantamento.
São em média dois novos resultados positivos por dia na região. O total de casos suspeitos da doença (ainda em investigação) chega a 146 na RMC.
A cidade de Santa Bárbara d’Oeste aparece pela primeira vez nas estatísticas, com duas confirmações da doença (um autóctone, contraído na cidade, e um “importado”). As vítimas são um homem de 57 anos e uma mulher de 69, ambos sem complicações. Outras 18 suspeitas estão sendo investigadas na cidade.
As cidades de Sumaré (5 casos), Jaguariúna (3) e Paulínia (7 confirmações) tiveram um novo caso positivo cada a mais durante a semana.
Campinas, que apresentava 27 casos positivos de sarampo semana passada, agora está com 37. O município informou que o aumento nesta última semana se deve à confirmação de exames laboratoriais de casos sob investigação.
O boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde aponta que 17 casos são em menores de um ano.
Em todo o Estado de São Paulo, foram confirmados 3.591 casos até ontem, 609 a mais que na semana passada, quando foi divulgado o último balanço.
A Capital segue liderando o número de casos, com 2.179, o que corresponde a 60% no Estado.
Não foram confirmadas mais mortes além das três da semana passada.
A secretaria estadual de Saúde continua reforçando a importância de vacinar bebês de seis meses a 12 meses, já que esta faixa etária é considerada mais vulnerável a casos graves e mortes, e representa cerca de 13% do total de casos registrados em São Paulo.
CUIDADOS
O sarampo é uma doença infecciosa aguda transmitida por um vírus, caracterizada por manchas na pele. Estava erradicada no Brasil e voltou porque as pessoas deixaram de se vacinar. A transmissão acontece pela saliva, carregada pelo ar (quando a pessoa tosse, fala ou espirra).
Os principais sintomas são febre alta (acima de 38,5°C), manchas vermelhas na cabeça e no corpo, tosse, dor de cabeça, coriza e conjuntivite.
A doença traz complicações graves, inclusive neurológicas, e pode levar à morte. Também pode deixar sequelas como a surdez. A vacinação é a única maneira de evitar o sarampo.
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