sexta-feira, 1 maio 2026

Covid: mortes param de subir no estado após dois meses de alta

Passado o período de festas de fim de ano e feriados, o número de novas mortes por Covid-19 apresenta tendência de estabilidade no estado de São Paulo. É a primeira vez que o ritmo da epidemia dá sinais de que pode estar cedendo desde novembro, quando a contaminação voltou a crescer.
Especialistas alertam, contudo, que é cedo para identificar uma tendência de médio ou longo prazo. A taxa de mortes ainda é alta, e fatores como a disseminação de novas variantes do coronavírus podem voltar a piorar o quadro.
Na semana encerrada em 7 de fevereiro, foram registrados, em média, 233 óbitos por dia em todo o estado, 8% a mais do que na semana final de janeiro. Segundo infectologistas, variações de até 15% para mais ou para menos na média móvel de novos casos e mortes em relação ao período de 14 dias indicam estabilidade.
O número é menor que os 289 observados no pico da pandemia, em agosto, mas consideravelmente maior que a média de 50 óbitos diários registrada na semana do dia 10 de novembro, o volume mais baixo desde o início da pandemia.
Considerando o número de novos casos, parece também começar a haver uma estabilização, apesar de os números ainda estarem próximos do pico da primeira onda, em agosto.
Infectologista do Instituto Emílio Ribas, em São Paulo, e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia, Leonardo Weissmann afirma que não há motivo para comemoração pela aparente estabilização no número de novas mortes e casos. Para ele, as medidas atuais de contenção do vírus não são suficientemente eficazes para controlar a pandemia.
“A transmissão sustentada não ocorre de forma uniforme em todo o estado de São Paulo, onde se observam diferentes condições, e essa dita estabilidade significa que ainda existem muitos novos infectados e indivíduos perdendo a vida. Situação semelhante foi observada no meio de 2020, quando alguns comemoravam o platô da pandemia, e nós já alertávamos que não havia sentido”, diz.
Entre as regiões do estado, há diferentes cenários. Na capital, as mortes vêm caindo desde o fim de janeiro, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde, e parecem ter chegado à estabilidade. Em Santos, no litoral, também há um platô no mês de fevereiro.
No interior do estado, por sua vez, a situação da Covid-19 é mais preocupante. Campinas, Ribeirão Preto, Sorocaba, Franca e Bauru apresentam, embora em graus variados, alta na média móvel de mortes desde o fim de novembro.
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