
Apresentado nesta semana, o relatório final da CEI (Comissão Especial de Inquérito) da Câmara Municipal de Hortolândia que investigou as compras de kits de robótica e materiais didáticos da empresa Life Tecnologia Educacional Ltda, de Piracicaba, não viu as irregularidades apontadas pela Polícia Federal ao longo das diversas fases da “Operação Coffee Break”.
Segundo o voto do relator da “CEI da Life”, o vereador Edimilson Marcelo Afonso, o Zaca (Republicanos), a análise de milhares de páginas de documentos relativos à licitação de 2021, além de dezenas de depoimentos de servidores e gestores das Secretaria envolvidas na compra dos kits, “não vislumbrou qualquer atuação munida de má-fé”, e nem “qualquer irregularidade que merece indiciamento”.
Única sugestão é por maior controle de compras
A única determinação do relatório à Prefeitura de Hortolândia foi a determinação da obrigatoriedade de manifestação prévia da Controladoria Geral do Município em licitações de grande valor.
Segundo o voto, todos os servidores ouvidos foram unânimes em afirmar que o ensino de inovação tecnológica vem sendo construído na rede pública de Hortolândia desde o ano de 2021, e que os resultados alcançados, além de satisfatórios, estão dentro daquilo que foi planejado.
O voto foi aprovado com elogios ao relator pelos demais membros da CEI, incluindo o presidente Ananias José Barbosa (Republicanos) e os colegas Carlos Rodrigues de Oliveira, o Carlão do Nova Europa (PV), o relator Zaca e Edivaldo Sousa Araújo (PP).
O relatório final da CEI ainda será votado em plenário por todos os vereadores de Hortolândia.

Relembre os motivos para a investigação
A CEI foi criada ano passado para apurar possíveis irregularidades relacionadas aos contratos da Prefeitura de Hortolândia investigados pela “Operação Coffee Break”, conduzida pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e CGU (Controladoria-Geral da União).
No caso das compras dos materiais da empresa Life, a própria Prefeitura admitiu, em novembro de 2025, ter aplicado R$ 57.944.445,00 no projeto de robótica na Rede Municipal, ao longo de 5 anos.
A Polícia Federal acredita que as licitações de diversas cidades do interior paulista, que teriam movimentado mais de R$ 128 milhões, possam ter sido dirigidas, que as compras de materiais didáticos foram superfaturadas e que parte dos valores levantados pelo esquema foram pagos como propina a agentes públicos desses municípios.
O suposto esquema de desvio de recursos públicos na compra de material didático nos municípios identificados segue em investigação pela PF no âmbito das novas fases da “Operação Coffee Break”.





