
Duas mulheres e duas crianças ficaram feridas na manhã de terça-feira (25) após a queda de um elevador em um prédio comercial no Parque Ortolândia, em Hortolândia. As mulheres, de 25 e 40 anos, estavam com os filhos, dois meninos de 7 e 9 anos. O grupo havia ido ao local para atendimento em uma clínica infantil particular instalada no prédio, na Rua Carvalho Brasileiro, próximo ao condomínio Jardim do Jatobá.
A clínica aluga uma das salas do centro comercial e oferece atendimento multidisciplinar a crianças neurodivergentes. Por volta das 8h10, o elevador teria despencado do primeiro andar até o subsolo. As duas mulheres sofreram ferimentos leves. Informações preliminares apontam que as crianças tiveram fraturas nas pernas.
Segundo a Prefeitura de Hortolândia, as vítimas foram socorridas pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), da Rede Municipal de Saúde, e levadas ao Pronto-Socorro do Hospital e Maternidade Municipal Governador Mario Covas, no Jardim Mirante. Elas permaneciam em atendimento.
Clínica tem alvará; elevador é relativamente novo
Equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros também participaram do atendimento e do resgate das vítimas. Ainda de acordo com a Prefeitura, a clínica tem alvará de funcionamento e o prédio é relativamente novo. O elevador estaria em operação desde março deste ano.
Fiscais do setor de Fiscalização de Postura da Prefeitura devem ir ao local ainda na terça-feira para verificar a regularidade do equipamento.
As causas da possível falha técnica ainda serão apuradas pela Polícia Civil, que investiga o caso. O elevador foi interditado, isolado e deverá passar por perícia da Polícia Científica.
Advogados manifestam solidariedade às vítimas
O advogado da empresa responsável pela manutenção do elevador, João Rafael Dal Molim, lamentou o ocorrido, manifestou solidariedade às vítimas e se colocou à disposição das famílias. Inicialmente, ele não soube informar quando havia sido feita a manutenção mais recente do equipamento. “Não temos (as datas), porque foi tudo muito rápido. O acidente foi agora de manhã e tão logo fomos comunicados (do acidente), viemos para cá com a maior presteza, a maior agilidade, para poder contribuir (com o atendimento às vítimas). Então não conseguimos levantar nada ainda. A empresa lamenta o ocorrido, e a primeira manifestação é de solidariedade às vítimas e a seus familiares. A empresa se coloca à inteira disposição para colaborar com toda a investigação, apuração e esclarecimento dos fatos”, afirmou o advogado.
O advogado da clínica, Lucas Alba Buscarati, esclareceu que a empresa não tem responsabilidade direta pelo prédio ou pelo elevador, pois apenas aluga salas no local.
Segundo o advogado, a prioridade da clínica na manhã de terça-feira foi garantir o atendimento às vítimas. Ainda no fim da manhã, as quatro pessoas feridas haviam recebido alta e estavam em casa. “A clínica se coloca à inteira disposição das famílias, esse é o foco principal. É importante também esclarecer que o elevador não é da clínica, é do prédio comercial. Pela informação que temos, as fraturas foram na região das pernas das crianças, que já foram liberadas do hospital. Elas já estão em casa, estão bem, essa era nossa principal preocupação”, declarou Buscarati.





