terça-feira, 25 junho 2024
SUSPENSA

Justiça Eleitoral impugna pesquisa para prefeitura de Sumaré

Juíza entendeu que sondagem continha vícios que prejudicaria legalidade
Por
Henrique Fernandes

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) impugnou uma pesquisa de intenção de votos realizada pelo Instituto Vox Brasil Opinião e Pesquisas, que pretendia medir a preferência de eleitores diante de possíveis pré-candidatos a prefeito de Sumaré. A decisão é da juíza Roberta Steindorff Malheiros, que determinou a suspensão da divulgação dos resultados, por meio de uma liminar, na última quinta-feira (23).

A medida atendeu a um pedido ajuizado pelos partidos Podemos e União Brasil.

Roberta entendeu que a pesquisa possuía “vícios” de apuração, além de estar “eivada de ilegalidades que prejudicariam sua legitimidade.”

“O pedido narra urgência concreta, atual e grave, consistente na iminência de divulgação de pesquisa de intenção de votos que, em tese, pode estar maculada, por ter sido realizada ao arrepio das determinações normativas”, observou a juíza.

Ao custo de R$ 15 mil, a sondagem listava como possíveis candidatos ao cargo máximo do Executivo de Sumaré os vereadores Willian Souza (PT), Silvio Coltro PRTB) e Antônio dos Reis Zamarchi, o Toninho Mineiro (Mobiliza); o ex-secretário de Finanças do município, Eder Ruzza, o Éder Dalben (PSD); os também ex-secretários Wellington Domingos Pereira, o Wellington da Farmácia (MDB), e Ana Cléia Meneguetti (Solidariedade); além do vice-prefeito Henrique do Paraíso (Republicanos).

TENTATIVA DE MANIPULAÇÃO

Para o presidente do União Brasil em Sumaré, o vereador Lucas Agostinho, a pesquisa teria como objetivo manipular a opinião pública.

“A suspeita de irregularidade, constatada pela justiça, deu-se após a primeira pesquisa realizada pelo mesmo Instituto. Nela, um pré-candidato desconhecido da população aparece como líder na preferência do povo. Esse não é o sentimento que temos das ruas. Conversamos com a população e, por isso, o sentimento que temos é totalmente diferente. A irregularidade eleitoral, confirmada pela Justiça, tem como objetivo manipular a opinião pública e, com isso, mostrar para a população um cenário inexistente. Ou seja, alguém tentou mudar a percepção das pessoas sobre a realidade eleitoral de Sumaré. Esse tipo de situação, criada por gente de má fé, só serve para desiquilibrar a disputa. Sumaré não merece esse tipo de política suja e antiga”, comentou.

Agostinho ressalta ainda que, pela decisão ter caráter liminar, a intenção do União Brasil é esgotar as possibilidades jurídicas para invalidar a pesquisa.

“O União Brasil pretende ir até a última instância para entender os detalhes que motivaram a irregularidade eleitoral e quem são os responsáveis. Nosso objetivo é garantir um pleito limpo, equilibrado, onde a população de Sumaré possa conhecer as propostas e escolher aquilo que ela considera o melhor para nossa querida cidade”, disse.

“Não temos conhecimento de quem está por trás da contratação da pesquisa, por isso, acreditamos que seja fundamental uma investigação minuciosa para elucidar este ponto crucial. É preciso entender detalhadamente quais são os interesses do Instituto. Porque estão fraudando uma pesquisa e, de forma maliciosa, colocando na liderança qualquer pré-candidato. Porque escolhem um e não outro? Isso precisa ser elucidado”, completou o presidente do UB.

A reportagem do TODODIA tentou contato com os sócios administradores da empresa Instituto Vox Brasil Opinião e Pesquisas, Caio da Silva Barros e Diogo da Silva Barros, por telefone e e-mail, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

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