
As forças de Segurança de São Paulo iniciaram no sábado (27) uma operação para fiscalizar práticas esportivas envolvendo saltos em altura, como o rope jump e o bungee jump.
Policiais militares estiveram em 11 pontos mapeados para orientar os praticantes sobre medidas de segurança necessárias, bem como vistoriar os equipamentos usados e empresas responsáveis pela organização da atividade esportiva.
As ações ocorreram na Pedreira do Dib, em Mairiporã; no Viaduto Sumaré, na capital paulista; no Parque Caminhos do Mar e no Caminho dos Pilões, em Cubatão; na Pedra do Maluf, em Guarujá; em parques e no Rio Jacaré Pepira, em Brotas; na Pedra do Baú, em São Bento do Sapucaí; no Horto Florestal, Tarundu e Zoom Bike Park, em Campos do Jordão; na Pedra Grande, em Atibaia; na Pedra do Índio, em Botucatu; e na Cachoeira Can Can, em Ibaté.
Ações tiveram apoio da PM e Procon
Todas as fiscalizações foram realizadas pela Polícia Militar com o acompanhamento de fiscais do Procon.
As equipes policiais orientaram cerca de 20 pessoas, entre praticantes e responsáveis por empresas que organizam as atividades. A força-tarefa contou com atuação de 46 policiais militares e apoio de órgãos das prefeituras locais, como Defesa Civil, GCMs e Secretarias de Turismo, e de fiscais do Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor).
Foram analisados o cumprimento de normas de segurança e a regularidade de empresas responsáveis pelas atividades. Não houve apreensões.
No último dia 16, representantes de órgãos como Defesa Civil, e das Secretarias Estaduais de Turismo e Esportes, se reuniram com as forças policiais na sede da SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública). O objetivo do encontro foi o planejamento de estratégias para garantir a prevenção de acidentes durante atividades de aventura e esportes de risco.
Relembre a morte de praticante em Limeira
A Polícia Civil continua as investigações da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, no último dia 13, durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira.
Na ocasião, a vítima foi arremessada de uma altura de aproximadamente 40 metros, sem equipamentos de segurança. Até o momento, cinco homens e uma mulher permanecem presos por envolvimento no caso.
Atualmente, o rope jump não é regulamentado no país. O Governo do Estado de São Paulo estuda a criação de uma força-tarefa para o controle sobre a atividade, com a identificação e fiscalização de empresas que oferecem esse tipo de serviço, bem como o mapeamento das áreas de maior incidência de acidentes envolvendo os praticantes.





