domingo, 14 junho 2026
ESTIAGEM

Paulínia amplia estrutura e inicia preparação para temporada de estiagem

Defesa Civil reforça ações preventivas, treinamento de equipes e monitoramento para reduzir os impactos das queimadas durante o período seco
Por
Thayla Nogueira
A cidade também vem investindo em monitoramento e capacitação, fatores que contribuíram para que o município se tornasse referência regional. Foto: Divulgação

A aproximação do período de estiagem já mobiliza a Defesa Civil de Paulínia, que iniciou uma série de ações preventivas para reduzir os riscos de queimadas e minimizar os impactos causados pelo clima seco. De acordo com o secretário de Proteção e Defesa Civil, Toni Guimarães, os estudos indicam que os próximos meses podem registrar uma estiagem mais severa. “Estamos na fase preventiva, comunicando instituições, condomínios e indústrias para que tomem medidas de precaução e diminuam os impactos da estiagem”, afirmou o secretário.

Atualmente, a Defesa Civil conta com cerca de 40 agentes atuando em regime de plantão permanente, distribuídos em quatro turnos para garantir atendimento 24 horas por dia.

Estrutura reforçada para resposta rápida
Além do efetivo, o município mantém investimentos em equipamentos para o enfrentamento de ocorrências. A estrutura inclui dois caminhões-pipa com capacidade para dez mil litros de água cada, caminhonetes equipadas com sistemas de combate a incêndio e treinamentos constantes das equipes. “Paulínia investe muito em equipamentos. Temos caminhões-pipa, caminhonetes equipadas com autobomba e treinamento constante. Esse é o segredo do sucesso”, destacou Toni.

A cidade também vem investindo em monitoramento e capacitação, fatores que contribuíram para que o município se tornasse referência regional na área de proteção e defesa civil.

Lançamento da Operação São Paulo Sem Fogo
O reconhecimento da estrutura local levou Paulínia a sediar o lançamento regional da Operação São Paulo Sem Fogo 2026. O encontro reuniu cerca de 300 representantes de 63 municípios da Região Administrativa de Campinas.

Durante o evento, autoridades e equipes técnicas participaram de oficinas e capacitações voltadas ao combate a incêndios, crimes ambientais, manejo de animais em áreas atingidas pelo fogo, uso correto de equipamentos de proteção individual, apoio às ações do Corpo de Bombeiros e operacionalização dos planos de contingência para a estiagem.

“Paulínia foi escolhida por ter bastante conhecimento, equipamentos, EPIs e investimento em monitoramento. Isso nos dá tranquilidade para trabalhar e compartilhar experiências com outros municípios”, afirmou o secretário.

Regiões exigem atenção especial
Apesar da redução de aproximadamente 20% nas ocorrências registradas nas áreas acompanhadas pela Defesa Civil entre 2024 e 2025, algumas regiões continuam concentrando os maiores focos de incêndio no município. “Hoje, regiões como Betel, Parque Brasil 500 e Parque da Represa ainda apresentam os maiores focos”, informou Toni Guimarães.

Queimada é crime
A Defesa Civil alerta que provocar queimadas é crime e pode resultar em multas e outras penalidades. A orientação é que a população evite atear fogo em terrenos, não descarte bitucas de cigarro em áreas com vegetação seca e mantenha terrenos limpos e com aceiros sempre que possível.

Em caso de emergência ou denúncia de queimadas, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

Após encerrar a Operação Verão 2025/2026 com 863 atendimentos relacionados a alagamentos, erosões e outros eventos climáticos, a Defesa Civil agora direciona seus esforços para o enfrentamento dos desafios típicos do período seco, buscando reduzir danos à população e ao meio ambiente.

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