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Projeto de novo prédio está incompleto

A área da União Operária foi recuperada pela prefeitura em um acordo extrajudicial e deve ser cedida para a construção

A Secretaria de Planejamento de Americana não encontrou os projetos executivos complementares necessários para a construção do prédio desenhado pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer (falecido em 2012), para abrigar a futura nova sede da Câmara. O presidente do Legislativo, Luiz da Rodaben (PP), quer construir um prédio próprio e parar de pagar aluguel, hoje em R$ 57 mil mensais no imóvel atual, do antigo Colégio Divino Salvador.

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O projeto arquitetônico de Niemeyer, de 1998, previa a edificação do Paço Municipal e do Legislativo juntos no terreno onde hoje está o CCL (Centro de Cultura e Lazer), na Avenida Brasil. O desenho chegou a ser remodelado para a área pública da antiga União Operária, no Jardim Nossa Senhora de Fátima, provável destino da nova Câmara.

A área da União Operária foi recuperada pela prefeitura em um acordo extrajudicial e deve ser cedida para a construção da sede do Legislativo. Entretanto, os projetos complementares obrigatórios para viabilizar o projeto de Niemeyer, como estrutural, hidráulico e elétrico, não estão em poder do município.

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VIABILIDADE

Em ofício da Secretaria de Governo encaminhado quinta-feira à Câmara, o secretário municipal de Planejamento, engenheiro Angelo Marton, detalhou a questão. “Não temos em nossos arquivos nenhum novo projeto para a Câmara na nova área, pressupondo-se que não foi executado para a nova situação”, informou.

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O projeto desenvolvido pelo arquiteto que desenhou Brasília (DF) a pedido do então prefeito Waldemar Tebaldi (falecido) inclui vários pavimentos e plenário em forma hexagonal, separado do prédio principal, segundo Marton. “Considerando-se que a intenção fosse a de realizar o mesmo projeto da área do CCL para a Câmara na nova área, a concepção arquitetônica certamente terá um custo construtivo superior ao de um projeto térreo, executado com técnicas construtivas racionais, como pré-moldado em concreto ou aço, que certamente otimizarão os recursos da obra”, estimou.

O secretário, no entanto, não estimou os valores de obra para a construção de um prédio térreo com pré-moldados, pela inexistência dos projetos arquitetônico e executivos complementares. “Como não temos outro projeto para comparar com o proposto pelo arquiteto Niemeyer, não temos condição de precisar a diferença de valores entre uma concepção e outra”, explicou.

Além da viabilidade de edificação do projeto de Niemeyer, Rodaben analisa a possibilidade de abrir um processo licitatório que inclua o projeto, desenvolvimento e execução do novo imóvel. “Agora nós vamos estudar uma maneira de conseguir gratuitamente um projeto sustentável e que seja econômico tanto em sua execução como na manutenção”, declarou Rodaben.

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