O trabalho realizado pelos cães do canil da Romu (Rondas Ostensivas Municipais), da Gama (Guarda Municipal de Americana), vai além da companhia e tem papel direto em operações de segurança e resgate no município.
Os animais são treinados desde filhotes e direcionados para funções específicas, como faro, policiamento em aglomerações, busca em mata, resgate e atuação em distúrbios civis. Segundo o guarda Aranha, responsável pelo trabalho com os cães, a identificação da aptidão ocorre ainda nos primeiros meses de vida, o que permite direcionar o treinamento de acordo com o perfil de cada animal.
Treinamento contínuo
Atualmente, a corporação conta com sete cães especializados, divididos entre diferentes funções operacionais e apresentações públicas.
O treinamento é permanente e inclui atividades em ambientes variados, com o objetivo de manter o desempenho dos animais em diferentes situações.

Duque
Entre os cães do canil está Duque, da raça Bloodhound, especializado em busca e resgate de pessoas desaparecidas. Com cinco anos, o animal atua em ocorrências utilizando o chamado “odor específico”, técnica que permite seguir o rastro de uma pessoa a partir de um item com seu cheiro.
De acordo com o guarda Sandro, responsável pelo adestramento, o cão consegue identificar trilhas antigas e atuar por horas em áreas de mata durante as buscas.
Atuação em ocorrências
O trabalho do cão já foi utilizado em operações na região, incluindo casos em que foi possível localizar corpos ou rastrear pessoas desaparecidas.
A atuação envolve técnicas específicas, diferentes daquelas utilizadas por cães de faro tradicionais, que buscam substâncias previamente conhecidas.
Importância do tempo nas buscas
A corporação destaca que, em casos de desaparecimento, o tempo de acionamento é determinante para o sucesso das buscas.
A orientação é que a Guarda Municipal seja acionada pelo telefone 153 o quanto antes, para que a equipe e os cães possam atuar com o rastro ainda recente.

Rotina dos cães
Mesmo com a atuação em operações, os cães mantêm uma rotina de convivência e interação com os agentes, além de momentos de lazer.
Segundo os responsáveis, os animais apresentam comportamento sociável após a adaptação e mantêm vínculo próximo com os adestradores.





