
Uma clínica de emagrecimento no Centro de Americana foi alvo de operação da Polícia Civil na quarta-feira (22) por uso irregular de medicamentos e suspeita de aplicação por pessoa sem habilitação. A ação, chamada de Operação Virtuosa, foi realizada pela Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) após denúncia da Vigilância Sanitária sobre aplicações irregulares do medicamento Mounjaro.
Início das investigações
Segundo a investigação, a substância era diluída em soro fisiológico para aumentar o volume e utilizada em um suposto tratamento chamado “Protocolo Monjfest”, com finalidade emagrecedora.
“A investigação teve início após várias pessoas denunciarem a falta de resultados no tratamento com nome de ‘Mounjafest’. Durante a investigação foi apurado que o medicamento seria misturado com soro fisiológico para render mais”, explicou o delegado da Dise, Fernando Fincatti Periolo.
Medicamentos apreendidos
Durante o cumprimento de mandado de busca, os policiais encontraram medicamentos vencidos, produtos armazenados de forma inadequada e frascos com tirzepatida, cuja comercialização está proibida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Ao todo, foram apreendidas 57 ampolas de medicamentos injetáveis, 19 frascos de soro fisiológico, além de celulares, tablet, cadernos com anotações, seringas e agulhas.
Importação irregular
Desde o início do mês, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a importação e o uso das canetas emagrecedoras trazidas do Paraguai, pois a fabricante não tinha registro no Brasil. Segundo a investigação, tentativas de burlar a fiscalização no mercado clandestino podem trazer riscos à saúde, já que esse tipo de medicamento exige cuidados especiais no armazenamento.
“Temos conhecimento que esses medicamentos são trazidos em motores de caminhão, escondido em pneus, entre outras maneiras”, completou o delegado.
Investigação em andamento
De acordo com Periolo, a pena para esse tipo de adulteração pode variar de 10 a 15 anos de prisão. A responsável pela clínica, de 24 anos, e uma funcionária foram levadas à sede da Dise de Americana, onde prestaram depoimento acompanhadas por advogado, mas foram liberadas em seguida.
Um inquérito policial foi instaurado para aprofundar as investigações e apurar a responsabilidade criminal dos envolvidos. Após a fiscalização, o estabelecimento foi interditado e lacrado pela Vigilância Sanitária.





